Como regular os hormônios e emagrecer

"Queimei 35 kg ao regular meus hormônios", revela Renata Cordoni

Renata foi dos 103 kg para os 68 kg
Foto: Alan Teixeira / Arquivo pessoal

“Desde a infância, eu sempre fui boa de prato! Era alta, magrela, superativa e comia de tudo. Depois dos 11 anos, no entanto, comecei a ficar bem chatinha em relação aos alimentos. Deixei de comer arroz, feijão, molho de tomate… Legumes, então, nem pensar! Todas essas restrições me fizeram perder o controle sobre meu peso. E aí já viu: eu só queria comer alimentos engordativos.

Devorava seis pães por dia: dois no café, dois antes do almoço e outros dois antes do jantar, sempre acompanhados com requeijão, manteiga ou Catupiry. E ainda tomava 1 litro de refrigerante todos os dias, inclusive no café da manhã! No intervalo da escola, comia um pastel de queijo com um copo de refrigerante. No almoço e no jantar, eu só queria macarrão, bife à milanesa, Catupiry, batata e muita fritura. De sobremesa, bastante chocolate e sorvete de flocos.

Com todo esse apetite, dá para imaginar onde o ponteiro da balança foi parar, né? E eu perdi a noção: parei de me pesar quando atingi os 75 kg, aos 13 anos. A partir de então, passei a correr da balança. Mas o espelho não mente, e as roupas também não.

Aliás, comprar roupas era uma decepção. Não havia peças do meu tamanho nas lojas para adolescentes. Aí eu levava roupas para mulheres adultas. E eu só tinha 14 anos!

Nessa época, íamos com frequência para o sítio dos meus pais. E, mesmo acima do peso, eu não deixava de curtir a piscina. Também aproveitava os convites para ir à praia, mas trocava o biquíni pelo maiô para me sentir mais à vontade.

Quando completei 15 anos, fiz um festão de debutante com direito a valsa e vestido de gala. Dessa vez, tive um vestido do jeitinho que eu queria, feito sob medida. No entanto, quando o álbum de fotos ficou pronto, comecei a notar que meu corpo não condizia com a minha idade. Havia uma desproporção.

Pelas fotos, eu conseguia enxergar que era muito maior do que minhas amigas. Nesse momento, percebi que precisava emagrecer. Só me faltava atitude para começar. 

Como regular os hormônios e emagrecer

Renata ficou linda a estampou a capa da revista SOUMAISEU
Foto: Reprodução da revista SOUMAISEU

Eliminei as besteiras do cardápio

 
Cerca de um ano depois, decidi que era hora de parar de comer tantas besteiras. Eu estava prestes a completar 17 anos, ia concluir o ensino médio e tinha começado a trabalhar em um bufê. Aos poucos, fiz substituições no meu cardápio. Primeiro, cortei de vez o pão e o refrigerante. Depois, aumentei o consumo de água e fui diminuindo a quantidade de fritura até eliminá-la definitivamente.

Também aprendi a comer frutas, legumes, saladas e alimentos funcionais, como iogurte, repolho, ameixa, melão e cenoura. Além dos muitos benefícios que proporcionam à saúde, eles têm outro grande diferencial: regulam a insulina, o hormônio que dá fome!

Foi bem difícil abandonar as guloseimas, mas tive que ser forte! E meu trabalho no bufê era a prova de fogo: ficava rodeada de salgadinhos, doces e refrigerantes.

Além de seguir o novo cardápio com disciplina, também incorporei os exercícios físicos à minha rotina. Comecei a fazer natação três vezes por semana e a caminhar no parque ou na esteira uma hora por dia.

Mês a mês, fui notando que minhas roupas começavam a ficar largas e que minhas medidas estavam diminuindo. Ficava feliz da vida cada vez que conseguia vestir uma calça que antes não fechava! Todas essas conquistas mostravam que eu trilhava o caminho certo. Minhas gordurinhas, finalmente, estavam indo embora. Até meu intestino preso passou a funcionar como um relógio. Passei a me sentir leve!

Em dois anos, cheguei aos 68 kg e pulei do manequim 50 para o 42, medidas que mantenho até hoje. Como meus seios ficaram bastante flácidos, em 2007 fiz uma cirurgia plástica e coloquei 200 ml de silicone em cada um. Isso fez uma diferença imensa para minha autoestima!

Meu cardápio continua o mesmo desde que comecei a emagrecer. Com ele, me sinto disposta, saudável e não sinto fome. Essa é a minha fórmula da felicidade: boca controlada e corpinho em dia!”