Os alimentos “falsianes” das dietas

Nem todo pãozinho é do mal - e nem todo adoçante pode ser amigo da sua saúde.

De tempos em tempos os alimentos entram ou saem das categorias de “vilões” ou “mocinhos” do cardápio de quem procura manter uma alimentação saudável. E novidades que sempre parecem milagrosas precisam de olhar mais atento: será que isso realmente só tem benefícios? “Mantendo uma alimentação balanceada e saudável há o consumo em equilíbrio de diversos alimentos e ela não precisa ser restrita. Todos fazem parte do contexto de cardápio equilibrado se atentarmos à quantidades e momentos de consumo”, afirma a nutricionista Beatriz Botéquio.

1. Pão

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Por que ele é considerado vilão: considerado um dos maiores “inimigos” da dieta, o alimento é fonte de carboidrato e costuma ser feito à base de farinha branca, que contém glúten e tem alto índice glicêmico.

A redenção: exatamente por ser uma fonte de carboidrato o pão é importante para dar energia no dia a dia ao organismo, auxiliando ainda no humor e no bem-estar. “Na versão integral, tem fibras que auxiliam no funcionamento intestinal e colaboram com a saciedade”, explica a nutricionista Beatriz Botéquio, especialista em promoção da saúde pela FMUSP.

2. Carne vermelha

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Por que ele é considerado vilão: o consumo constante da proteína animal acarreta problemas de colesterol, pois tem uma quantidade maior de gordura do que carnes brancas. Além disso pode aumentar a concentração de toxinas no corpo por requisitar um tipo de enzima para a digestão da proteína – e assim dificultar a eliminação pelos rins. “Pessoas com colesterol alto devem consumir com moderação, em torno de 1 bife pequeno por dia”, aconselha a nutricionista.

A redenção: “A carne vermelha é a principal fonte alimentar de ferro e proteína. O ferro é o transportador de oxigênio no sangue, além da proteína contida no alimento ser essencial para formação de células do corpo todo. O ferro presente nela é o melhor absorvido pelo organismo humano, por ter uma digestão e absorção mais rápida”, afirma Beatriz.

Leia mais: Como substituir a carne vermelha na alimentação

3. Batata

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Por que é considerado um vilão: por ser fonte de carboidratos simples, é visto como o responsável pelo “engordar” – principalmente se for frita e consumida em grandes quantidades.

A redenção: da mesma forma que o pão e sua parente fitness, a batata-doce, o tubérculo é ótimo para fornecer energia ao organismo, sendo um bom substituto para outros alimentos como o arroz ou massas. “Para compor uma refeição equilibrada, o ideal é apenas uma fonte de carboidrato, escolher entre a batata ou arroz, ou moderar na quantidade de cada um.”

4. Coco e abacate

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Por que são considerados vilões: ambas as frutas possuem uma grande quantidade de gorduras e são mais calóricas do que outras frutas.

A redenção: o abacate é excelente para reduzir os níveis de cortisol no organismo e combater inflamações. Já o coco conta com boas gorduras e quantidades de ácido láurico e monolauril, substâncias que reduzem o armazenamento de energia nas células.”Ambas as frutas têm também uma boa variedade de vitaminas e minerais. O coco ainda possui fibras, que auxiliam na regulação do funcionamento intestinal e colaboram com a saciedade.”

5. Banana

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Por que é considerado um vilão: diz-se que a banana é uma fruta de alto índice glicêmico e, por esse motivo, seria muito calórica para ser consumida em excesso.

A redenção: “O fato é que uma unidade possui em torno de 90 calorias e índice glicêmico médio, ou seja, não é uma fruta calórica e sua composição de nutrientes colabora com a saciedade. A banana é uma ótima aliada da alimentação saudável”, explica a nutricionista.

Nenhum alimento é completamente isento de benefícios ou de desvantagens para o organismo, principalmente quando se trata de emagrecimento. É preciso ficar de olho nas escolhas e mais ainda nas quantidades, pois consumir em excesso pode levar ao ganho de peso – e não o contrário!

6. Castanhas

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Por que são consideradas mocinhas: “As castanhas são fontes de gordura boas, vitamina E e antioxidantes, nutrientes com efeito antienvelhecimento”, ensina Beatriz. E são essas boas gorduras responsáveis por auxiliar no controle do colesterol ruim (LDL).

O outro lado: “Por serem ricas em gordura, mesmo que essas sejam boas, as castanhas possuem alta densidade de energia e é por isso preciso controlar a quantidade a ser consumida. De forma geral, uma porção de castanhas não deve ultrapassar 8 unidades”.

7. Adoçantes

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Por que são considerados mocinhos: os substitutos do açúcar refinado são aliados da alimentação de diabéticos e ajudam a controlar a quantidade ingerida de calorias.

O outro lado: existem alguns tipos de adoçantes que podem trazer outros prejuízos à saúde como influências cancerígenas, na pressão alta (por conta da quantidade de sódio) e na regulação natural da fome.

Leia mais: O jeito certo de usar adoçantes

8. Frios (peito de peru, presunto)

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Por que são considerados mocinhos: são opções práticas e rápidas na preparação de lanches, saladas e outros pratos, além de serem boas fontes de proteínas, que ajudam a aumentar a saciedade.

O outro lado: “Como todo alimento embutido, são ricos em sódio. Por isso, pessoas com pressão alta devem ficar atentas a frequência e quantidade de consumo desses alimentos, para equilibrar a alimentação”, alerta Beatriz.

9. Alimentos diet

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Por que são considerados mocinhos: o fato de serem diet significa que não contêm açúcar na formulação e normalmente são indicados para quem tem diabetes, já que essa parcela da população precisa controlar a quantidade ingerida do ingrediente.

O outro lado: “A retirada do açúcar do alimento não o torna menos calórico e nem mais saudável, pois é necessária a adição de outros ingredientes para manter textura e sabor, como gorduras”, ressalta.

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10. Queijo branco

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Por que é considerado mocinho: ele sempre figura como a melhor opção dentre os queijos, principalmente os amarelos. Ele tem bastante proteína e cálcio, substâncias importantes para manutenção dos músculos e ossos do corpo.

O outro lado: “Nem sempre ele possui baixo teor de gordura e calorias, por isso não pode ser consumido à vontade (como nenhum outro alimento). Uma ou duas fatias por dia já são suficientes.”