SAÚDE revela a dieta do prato ideal

Edição de julho da revista mostra como consumir porções modestas, porém nutritivas e pouco calóricas

Capa da edição de julho da revista SAÚDE
Foto: Reprodução/SAÚDE

Em mais um esforço para desinflar as estatísticas da obesidade, os Estados Unidos acabam de substituir seu ícone de alimentação saudável. No lugar da velha pirâmide, que desde os anos 1990 é referência para profissionais de saúde e para a população em diversos cantos do globo, o país agora adotou a imagem de um prato.

Batizada de “MyPlate”, a nova representação gráfica pega carona nas últimas diretrizes dietéticas americanas, divulgadas em janeiro deste ano. Ela é dividida em quatro partes, nas proporções que você vê na foto ao lado. Frutas e vegetais ocupam metade do espaço, enquanto grãos e proteínas ficam com a outra parcela. À direita, um copo lembra a importância dos laticínios na dieta.

A ideia é usar um desenho facilmente compreensível até mesmo para uma criança. “Sem dúvida, o prato é mais eficiente para atingir a população como um todo”, afirma Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

A principal crítica às pirâmides – no plural, porque existem diferentes versões – é justamente a dificuldade que pessoas comuns enfrentam para decifrá-las e colocar seus preceitos em prática.

Mas o “MyPlate” também tem seus problemas. Um texto publicado pela Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, dá exemplos: à primeira vista, não há como saber que os grãos integrais são melhores que os refinados, ou que feijão, peixe e frango são fontes menos gordurosas de proteína.

Desde 2006, as diretrizes do governo brasileiros estão reunidas no Guia Alimentar para a População Brasileira, que indica porções diárias para oito grupos alimentares.

A nutricionista Beatriz Botéquio, da Equilibrium Consultoria em Nutrição, em São Paulo, criou um cardápio baseado nessas recomendações. Conheça o cardápio montado por ela.