A diferença entre tristeza e depressão

Tanto se fala em depressão que toda tristeza passa a ser vista como doença. Aprenda então a diferenciá-las e a superar o problema

Caso a depressão seja diagnosticada, é preciso saber que o psicólogo não pode receitar remédios para tratá-la. Somente psiquiátras fazem isso
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Você já acordou num sábado ensolarado sem vontade de sair da cama? Antes de se autodiagnosticar com depressão, saiba que nem toda tristeza precisa de tratamento. Isso porque há uma diferença muito grande entre tristeza e depressão.

Quando o sentimento tem motivo de existir – uma perda ou separação, por exemplo -, ele não é doença e até faz bem.

“Depressão é tristeza que não acaba mais”, diz o oncologista Drauzio Varella. A verdadeira depressão atrapalha a vida pessoal e profissional, nos predispõe a graves problemas de saúde e, muitas vezes, está associada a um desapego da vida.

“Em casos simples, a pessoa pode curar-se em até quatro semanas. Depois disso, recomenda-se tratamento, porque depressão prolongada pode levar ao suicídio”, completa Drauzio. Saiba diferenciar tristeza de depressão e como é feito o tratamento da doença.

É tristeza ou depressão?

Medos e carências deixam muita gente triste, já uma pessoa com depressão não precisa de um motivo externo para se sentir mal. “A tristeza faz parte da vida. Quando ela causa limitações e muita dor, vira depressão”, afirma Geraldo Galender, psiquiatra e coordenador do grupo de psicoterapia da Unifesp.

Todo deprimido tem que tomar remédio?

· O cérebro de um deprimido produz menos dopamina, serotonina e outras substâncias que geram felicidade e bem-estar.

· O psiquiatra avaliará se o grau de depressão exige tratamento só com terapia ou se a pessoa precisará também de antidepressivos.

· O acompanhamento psicológico ajuda o paciente a lidar com seus sentimentos. Já os remédios repõem as substâncias químicas que estão em falta.

· Casos graves exigem internação para evitar que a pessoa tente tirar a própria vida.

· O médico pode indicar a prática de exercícios, que fazem o corpo produzir naturalmente dopamina e serotonina.

O lado bom da depressão

“Há quem fique mais forte depois da depressão”, defende o médico Geraldo Galender. Segundo ele, isso acontece porque, para sobreviver à doença, você precisa entrar em contato com seus medos e desejos profundos. “Lidar com a depressão é uma forma de se conhecer melhor. Encare a crise depressiva como uma necessidade de expressar suas emoções, e faça isso por meio da arte ou de trabalhos manuais”, sugere o médico.

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