Ajudo os sobreviventes do terremoto no Haiti

Moro no país e saí ilesa do tremor. Agora junto dinheiro para salvar vidas

Organizei um grupo de 30 voluntários para 
socorrer os refugiados que chegam 
de Porto Príncipe
Foto: Jonne Roriz – Agência Estado/AE

Eu estava em uma reunião quando senti o primeiro tremor. Sou freira e moro há cinco anos em Jerémie, cidade no sul do Haiti, a 12 horas de viagem da capital do país, Porto Príncipe. Na sede da congregação cristã de que faço parte, moram quatro brasileiras, incluindo eu. Fazemos trabalhos sociais no país.

Assustada, corri para a rua e liguei para Neuza, freira gaúcha que mora comigo, para saber a causa do tremor. Ela achava que era uma detonação de pedras para construir estradas. Voltei ao encontro e o chão tremeu de novo. Encerrei a reunião e fui para casa.

Ao chegar lá, vi os armários derrubados. Liguei o rádio e ouvi notícias sobre o terremoto em Porto Príncipe. Na hora, pensei na minha colega Adorema. Ela estava lá para conversar com Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, que faleceu no terremoto. Só consegui falar com Adorema na quinta, dia 14, porque os telefones estavam mudos. Ela estava bem e cuidando dos feridos perto da base do exército brasileiro na capital.

Em Jerémie, organizei um grupo de 30 voluntários para socorrer os refugiados que chegam de Porto Príncipe, por barco. Eles estão alojados em uma escola, onde recebem comida e cuidados médicos básicos.

Temos alimentos e itens de higiene. Faltam luz e gás e poderá faltar comida, caso aumente o número de refugiados. Até domingo (17/1) recebemos mais de 2.800 pessoas, e elas não param de chegar. Com a Cruz Vermelha, as medicamos e enviamos para as cidades onde nasceram – boa parte dos moradores da capital vieram do interior.

Antes do terremoto, esses barcos vinham cheios de alimentos, que agora custam três vezes mais. O pior é que nosso dinheiro está bloqueado nos bancos da capital, que foram destruídos. Por isso, arrecado recursos na cidade para o trabalho prosseguir. O Haiti está em uma crise humanitária, mas tenho esperança na reconstrução do país.

Como você pode ajudar o Haiti

O terremoto que devastou a capital do Haiti, Porto Príncipe, ocorreu às 16h53 de 12 de janeiro. O tremor atingiu 7 pontos na escala Richter (que vai de 1 a 10), impacto capaz de derrubar prédios. Quase 100 mil pessoas morreram e 3 milhões foram afetadas. Segundo a ONG Cruz Vermelha, situação é ”catastrófica”. A Embaixada do Haiti abriu uma conta bancária para doações:

Banco do Brasil
Agência 1606-3
Conta corrente 91000-7
CNPJ 04170237/0001-71

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