Bolsonaro diz que criminalização da homofobia prejudicará LGBTs

Para o presidente, a decisão fará com que patrões deixem de contratar homossexuais com medo de sofrer falsas acusações de homofobia na hora de demiti-los.

A última quinta-feira (13) ficou marcada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de criminalizar a homofobia e transfobia, com oitos votos a favor contra três, com base na lei brasileira sobre racismo. Só que entre comemorações sobre a conquista, como a de Daniela Mercury, Jair Bolsonaro se posicionou em oposição à vitória em uma conversa com jornalistas nesta sexta-feira (14), com a justificativa de que a atitude prejudicará a própria comunidade LGBT.

Segundo o UOL, o atual presidente acredita que a decisão do STF fará com que gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e outras pessoas das variantes da sigla sejam afetados negativamente na hora de serem contratados. Segundo o governante, o patrão ficará com medo de trabalhar com um homossexual por medo de ser acusado falsamente de homofobia ao demiti-lo. Com esse exemplo usado, Bolsonaro afirmou que tornar crime o preconceito por orientação sexual e/ou identidade de gênero foi uma atitude “completamente equivocada”. 

Para complementar o seu posicionamento sobre o assunto, o presidente defendeu que deveria haver um ministro evangélico na hora da votação para a criminalização da homofobia. Para ele, esse homem poderia usar trechos da bíblia para fundamentar os argumentos usados na hora e conseguiria também pedir por mais tempo para a análise do processo caso percebesse que o seu lado estava perdendo. E com isso, seria possível “sentar” em cima do processo, ou seja, fazer com que ele demorasse mais tempo para ser julgado novamente.