Brotas: o recanto aventureiro

Confira dicas de restaurantes, onde ficar e o que fazer na cidade radical do interior de São Paulo

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Cachoeira no cenário da tirolesa Voo do Tarzan, da Território Selvagem, agência de turismo de aventura
Foto: Elaine Ianicelli

Imagine que você está presa a um cabo de aço prestes a deslizar por uma cachoeira de 60 metros de altura. Ou que vai descer uma queda-d’água somente com uma corda amarrada na cintura… Em Brotas, uma das cidades do interior de São Paulo pioneiras em esportes de aventura, a adrenalina é constante. Mas o lugar não é reduto apenas da turma radical. Hoje, é fácil encontrar pais e filhos com as roupas sujas de lama depois de uma atividade nas cachoeiras e nos rios da região.

Diversões preferidas pelos turistas: curtir as corredeiras do Rio Jacaré- Pepira em cima de uma boia ou percorrer uma trilha até chegar a uma piscina natural. Para repor as energias, não faltam deliciosos bufês com comida sertaneja, além de muita rapadura, doce de leite e queijo curado, que compõem o cardápio típico da cidade.
 

Onde ficar

Pousada Villa do Conde
A estrutura simples e caseira é compensada por quartos arejados e uma ótima localicação: a pousada fica no rua dos restaurantes e bares mais famosos, e também próxima das agências de turismo. 14/ 3653-1133, villadoconde.com.br.

Pousada das Nascentes
A maioria das cachoeiras da cidade estão a até nove quilômetros da pousada. Para chegar até as quedas- d’água não é preciso contratar guia, mas é necesário pagar entrada. 14/ 3653-6133, pousadadasnascentes.com.br.

Pousada do Lago
Jovens e casais povoam a surpreendente área de lazer desta pousada, com quadra de tênis, sauna, boa hidro e piscina, em um gostoso solário com espreguiçadeiras. A maioria das acomodações tem ar-condicionado silencioso e cama-box, e algumas também exibem TV de LCD e DVD. 14/ 3653-5797, pousadadolago.com.

Onde comer

Brotas Bar
Av. Mário Pinotti, 267 (Centro), 14/3653-9930. Cc: A, D, E, M, V; Cd: M, R, V. 2ª/5ª 17h30/23h30, 6ª 17h30/1h, sáb 11h45/1h, dom 11h45/0h. Variada. Caiaques, capacetes e outros apetrechos ligados à prática de rafting decoram o casarão – há até um bote adaptado como mesa. Pizzas, grelhados e copos de chope circulam pelo salão. A paleta de cordeiro que leva o nome da casa é servida com molho à base de pimenta verde, risoto de açafrão e couve frita.

A Favorita
Av. Rui Barbosa, 56-A (Centro), 14/3653-4807. Cc: M, V; Cd: M, R, V. 4ª/dom 19h/0h. Pizza. A simplicidade do ambiente destoa do esmero no preparo das pizzas. Os discos de massa, de espessura entre média e grossa, recebem coberturas tradicionais e outras mais criativas. A pizza domingueira leva linguiça de churrasco, cebola, Catupiry, parmesão e molho de tomate.

Vicino della Nonna
Av. Mário Pinotti, 455 (Centro), 14/3653-1052. Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V. 5ª/sáb 19h/0h, dom 12h/15h e 19h30/23h. Italiana. A avó do proprietário morava ao lado, daí o nome da casa. Fotos de família (e do filme O Poderoso Chefão) decoram as paredes do restaurante, com jardim e salão envidraçado. Da cozinha, o forte são as massas e os risotos, como o de funghi e gorgonzola. Destaque ainda para a boa mesa de antepastos.

O que fazer

Tavolaro (Compras)
Fornece laticínios para boa parte das pousadas e restaurantes de Brotas. Aqui você encontra queijos como o tradicional meia-cura cremoso, além de provolone, gorgonzola, ricota e manteiga. O local também funciona como restaurante, e um dos sanduíches mais pedidos é o de linguiça com queijo e rúcula. SP-225 p/ Jaú, km 144, 12 km, 14/ 3653-2166.

Casa da Cachaça (Compras)
A atração principal é a cachaça Rasteirinha, envelhecida em carvalho (há garrafas de 1996 a 2002) – mas ela é apenas uma entre as dezenas de cachaças da casa e da região. Entre as comidinhas, doces caseiros de frutas, geleias, biscoitos e embutidos. Enquanto visita a casa, você pode experimentar alguns doces, o salame apimentado e o queijo cremoso, acompanhados por um café coado na hora. Pça. Benedito Calixto, 221 (Centro), 14/ 3653-2273.

Xique-Xique (Compras)
A charmosa portinha no meio do buxixo de Brotas esconde o lugar, que vende mimos de todo tipo. Peças de cerâmica bem coloridas, enfeites de parede e móbiles de papel marchê encantam, assim como as roupas, bolsas e acessórios feitos com patchwork. Av. Mário Pinotti, 429 (Centro), 14/ 3653-5335.

Cachoeiras

A cidade aproveita bem o potencial da região, privilegiada pela grande quantidade de cachoeiras. A maioria fica no bairro Patrimônio, a 23 km do Centro, com trechos de terra, mas acesso tranquilo para carros de passeio. As propriedades são particulares: é preciso pagar entrada, e muitos lugares têm banheiros, lanchonete e até restaurante e camping. O Recanto da Cachoreira, o Sitio Três Quedas e o parque Aventurah investiram em estruturas para receber crianças, idosos e portadores de necessidades especiais. E o público mais aventureiro encontra diversão de sobra na cachoeira do Saltão e nos raftings no Rio Jacaré-Pepira.

Cachoeira do Cassorova (60 m)
A exuberante queda de dois níveis fica em um vale cercado de mata densa. O acesso é tranquilo: apenas dez minutos de descida por escadaria íngreme. Agências operam canyoning aqui (leia em Turismo de Aventura). Da mesma fazenda parte uma trilha para a Cachoeira dos Quatis, mas a caminhada é mais longa do que a que começa no vizinho Sítio Sete Quedas. Antes da visita, ligue para confirmar se há alguém para guiar os passeios. Estr. p/ o Bairro do Patrimônio, 28 km (5 km de terra), 14/3653-5638. R$ 30.

Cachoeira do Saltão (75 m)
O cânion imponente e a queda d’água mais alta da região compõem um belo conjunto. Para chegar é preciso encarar uma trilha de dez minutos, com escadaria íngreme (150 degraus) e repleta de pedras escorregadias. A descida compensa, menos pelo pequeno poço para banho, mais pela vista a partir do agradável leito do rio. O mesmo ingresso permite conhecer também as quedas da Ferradura (47 m) e do Monjolinho (12 m), com acesso fácil e piscina natural convidativa, inclusive para crianças. Aos sábados e domingos, há também cascading e tirolesa, e o restaurante abre para  almoço (self-service). Rod. Ulisses Guimarães, km 23 (mun. de Itirapina), 42 km (1 km de terra), 19/3483-7314. R$ 10.

Cachoeira do Astor (26 m)
Com pouca altura, é uma das melhores da cidade para banho, formando poços refrescantes (há até uma ducha natural do lado esquerdo). O acesso é por trilha fácil de cinco minutos, com corrimão e cordas. Tito, o guia da fazenda, sempre acompanha os visitantes. Estr. p/ o Bairro do Patrimônio, 29 km (6 km de terra), 19/3481-1633. R$ 15.

Cachoeira do Martello (55 m)
O volume d’água forma boa ducha. Uma trilha de 20 minutos leva até o poço principal – com mais 15 minutos, você chega à Cachoeira Primavera (25 m), na mesma propriedade. O ingresso dá direito a nadar também na piscina da sede. Faz. Pinheirinho, 12 km (11 km de terra), 14/ 3653-1197. R$ 20.

Cachoeira dos Quatis (46 m)
A água corre em um vale fechado pela mata preservada – a bela paisagem compensa a ausência de um bom um poço para banho. Os dois acessos, pelo Sítio Sete Quedas (15 minutos) e pela sede da Cachoeira do Cassorova (20 minutos), são íngremes (vale checar as condições das trilhas antes de percorrê-las). Estr. p/ o Bairro do Patrimônio, 28 km (5 km de terra). R$ 20.

Sítio Sete Quedas
A principal atração do Sítio é a trilha de nível médio (1 km, ida e volta) que passa pelas cachoeiras dos Macacos (35 m), dos Coqueiros (18 m), Bela Vista (25 m) e outras quatro cascatas. Outro caminho leva à cachoeira dos Quatis (leia acima). Um circuito de arvorismo inclui cascading e duas tirolesas. Estr. p/ o Bairro do Patrimônio, 28 km (5 km de terra), 14/8118-1547. R$ 15.

Recanto das Cachoeiras
A boa estrutura, com lanchonete, piscina e vestiários, faz daqui um bom lugar para passar o dia em família. As cachoeiras de Santo Antônio (20 m) e da Roseira (55 m), emolduradas por rochas e com ótimos poços para banho, têm acesso por seguros deques de madeira (que facilitam a vida de pessoas com mobilidade reduzida). Há também Arvomix (leia em Arvorismo), cavalgada e a trilha da Pedra Branca (2h30), com banho em piscina natural do Rio Jacaré-Pepira. O restaurante abre apenas nos fins de semana e feriados e serve comida sertaneja. Estr. p/ o Bairro do Patrimônio, km 11 (Serra da Roseira), 16 km, 14/ 3653-4227. R$ 25.

Parque Aventurah

Como um grande clube, o parque atrai famílias, que gastam o dia entre tanta diversão. Há diversos tipos de passaportes. O VIP (R$ 50) dá passe livre para realizar oito atividades, como arvorismo, tirolesa, passeio de caiaque, arco e flecha e a curiosa acquaball (você entra numa grande bola transparente e tenta se equilibrar sobre a água). Três lagos (com toboágua e para pesca), trilha, rapel na Cachoeira Santa Eulália e campo de paintball também estão na lista de atrações – a novidade é o wakeboard puxado por cabos, ótimo para iniciantes. SP-225 p/ Jaú, km 143, 12 km, 14/ 3653-9146. R$ 15.

Rafting

É o programa clássico de Brotas. Os botes infláveis percorrem 9 km do Rio Jacaré-Pepira descendo corredeiras de níveis III e IV (em escala que vai até VI). A melhor época para a atividade (R$ 75 em média, com transporte e equipamentos) é o verão, quando chove mais e o volume de água do rio aumenta. Há variações do esporte: o KR (em caiaque menor e mais veloz, R$ 125) e o noturno (apenas em noites de lua cheia, R$ 95). O minirrafting (R$ 50), em trecho mais tranquilo do rio, pode ser praticado por crianças com mais de 1,2 m de altura na H2Omem /Terra de Aventura (3653-4700) e na Território Selvagem (3653-3248); ou acima de dois anos, na EcoAção (3653-9140), e de três, na Alaya (3653-5656).

 

Boia-Cross

Precursor dos esportes radicais na cidade – a aventura é descer o rio sentado numa boia. O percurso, que dura cerca de uma hora, ocorre em um trecho mais calmo do rio, com muito remanso e corredeiras de níveis I e II (R$ 45 em média). Veja agências em Rafting.

 

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* Conteúdo MÁXIMA/ GUIA QUATRO RODAS