Com estas 9 dicas, sua viagem para a Disney vai ficar MUITO mais prática

Ei, viajante que ama o mundo do Mickey: separamos as melhores dicas para você ‘hackear’ a Disney e planejar sua viagem evitando alguns perrengues chiques.

Atenção, você, que está com viagem marcada para a Disney, ou você, que sempre sonhou em visitar o mundo do Mickey, mas precisa de uma ajudinha com o planejamento da viagem.

O MdeMulher, que em outubro fez uma visita VIP pelos quatro principais parques dentro do complexo de Orlando*, com auxílio da equipe da Disney, te ensina, a seguir, as melhores dicas para você ‘hackear’ o Walt Disney World antes mesmo de pisar lá. Em outras palavras, mostramos, de maneira prática, o que é preciso priorizar e incluir (ou não) nos seus planos de viagem antes de pegar o avião.

1. Explorar o aplicativo ‘My Disney Experience’

Antes até de arrumar as malas para a Disney, a principal dica que vai facilitar – e muito – sua experiência nos parques é baixar o ‘My Disney Experience’, aplicativo supercompleto disponível para download em dispositivos móveis através da App Store e do Google Play.

Pensado para descomplicar a vida de quem vai para o Walt Disney World (na Flórida), o app é fácil de navegar e permite que você planeje praticamente tudo o que deseja fazer dentro do complexo, antes ou depois de desembarcar.

Primeiro, você deve criar um login e senha no site da Disney, que é o mesmo que será usado dentro do app. Depois de logar no app e criar um perfil personalizável (válido tanto para você, quanto para as pessoas que vão te acompanhar na viagem), dá para perder umas boas horas mexendo nele: por lá você consegue gerenciar os ingressos para os parques, reservar a hospedagem dentro dos resorts Disney, manejar reservas de restaurantes, saber quais shows e atrações estarão disponíveis nas datas da sua viagem e, principalmente, otimizar seu tempo dentro dos parques, evitando filas quilométricas ou que você se perca no meio de tanta informação.

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 (Disney/Google Play/Divulgação)

Como? É que, pelo aplicativo, você consegue acessar mapas interativos que correspondem às áreas de cada parque. Mais ou menos como um Google Maps da Disney, eles mostram onde estão localizados os brinquedos (indicando, inclusive, quanto tempo de caminhada é necessário para chegar até a atração, de acordo com a sua localização naquele momento), quanto tempo você terá de esperar nas filas das atrações, onde você consegue encontrar seu personagem favoritos para tirar foto com ele e, ainda, que horas fecha cada coisa.

Além de tudo, quando você estiver passeando pelos parques, é possível escolher onde e o que você irá comer, tudo pelo app, que te ajuda também na hora de acessar e baixar as fotos tiradas nos brinquedos. Dá, tanto para escolher as fotos de maneira independente dentro do app, quanto para comprar um pacote de fotos ilimitadas, o Memory Maker.

Ah! Vale dizer que o Wi-Fi dentro do complexo da Disney funciona muito bem, exatamente para que o aplicativo e, logo, os mapas, sejam usados sempre que necessário.

2. Se hospedar em um resort Disney (são mais de 30 para escolher!)

Outra dica de ouro para hackear a Disney, talvez a maior delas, é se hospedar em um resort Disney, dentro do Walt Disney World Resort. O complexo conta com mais de 30 resorts, ou hotéis, que vão desde opções econômicas e acessíveis, até os de luxo (por isso, pesquise bastante antes de optar pelo seu).

Ok, mas afinal, por que se hospedar em um “hotel da Disney” ajuda tanto? Antes de mais nada, quando você fica dentro de um resort da Disney, você pode agendar os chamados FastPass+ (leia mais sobre eles no item 5 desta página) para shows e atrações com até 60 dias de antecedência – para quem se hospeda em um hotel fora do complexo, esse tempo cai para 30 dias.

A hospedagem permite, também, que os visitantes desfrutem das chamadas ‘Horas Mágicas Extras’ dentro dos parques. Elas são um tempinho a mais, antes do parque abrir ou depois que ele fecha para o público geral, que os hóspedes podem usar como preferirem. Na prática, dá para chegar mais cedo (ou ir embora mais tarde), aproveitar aquelas atrações concorridas com muito menos fila e não atrapalhar em nada os seus outros planos ao longo do dia.

As vantagens não param por aí, e ficar em um resort Disney dá direito, ainda, ao chamado Disney’s Magical Express, um translado gratuito de ida e volta para o aeroporto de Orlando. Ainda sobre transportes, as opções para os hóspedes envolvem, entre outras coisas, ônibus, barcos e até um teleférico para ir do hotel até os parques.

Os hóspedes dos resorts podem, também, desfrutar de reservas antecipadas, com até 190 dias de antecedência, nos restaurantes temáticos e mais concorridos dentro dos parques. Entre eles, estão o Cinderella Royal Tabel (de ‘Cinderela’) e o Be Our Guest, inspirado em ‘A Bela e a Fera’.

Todas as refeições, se você desejar, podem ser pagas antecipadamente, ainda no Brasil, graças ao chamado Plano de Refeições Disney, uma espécie de pacote de alimentação, dividido em três categorias (a escolher). Para isso, óbvio, você também deve se hospedar em um dos hotéis. Por fim, se você comprar algo dentro das lojinhas dos parques, pode optar pela entrega dos produtos direto no seu hotel, sem necessidade de carregar nenhuma sacola enquanto aproveita as atrações.

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E, olha só, todos os hotéis – que abrangem banheiros com cadeiras de rodas, rampas e elevadores acessíveis, quartos projetados para hóspedes portadores de necessidades especiais auditivas e quartos que acomodam animais de serviço – seguem um tema, e contam com detalhes, inspirações e referências Disney – ‘O Rei Leão’ e ‘A Pequena Sereia’ são exemplos de filmes que inspiram áreas externas de alguns dos resorts.

Já pensou?

3. Usar todas as facilidades dos transportes que circulam dentro do complexo

Como citamos aí em cima, quem se hospeda em um resort Disney tem direito a uma série de transportes temáticos, que levam os hóspedes dos hotéis para os parques. Se esse for o seu caso, vale aproveitar ao máximo cada um deles.

Os serviços de ônibus, que conectam todos os resorts a todos os parques, são gratuitos, assim como os barcos, que levam visitantes hospedados nos resorts nas redondezas do Magic Kingdom ao parque. Recentemente, foi inaugurado, também, o Disney’s Skyliner, um teleférico que conecta os parques Disney’s Hollywood Studios e Epcot aos resorts Disney’s Pop Century, Disney’s Art of Animation, Disney’s Caribbean Beach Resort e, a partir de 16 de dezembro, ao Disney’s Riviera.

Quem não estiver hospedado em um hotel da Disney também pode usar gratuitamente alguns dos transportes presentes dentro do complexo, como o Monorail, um trem que possui duas linhas, uma delas conectada aos parques Magic Kingdom e Epcot, e a outra ligada aos resorts que ficam na área próxima ao Magic Kingdom.

Além disso, hóspedes que ficarem em hotéis fora do complexo, podem, também, usar o Skyliner para ir até o Disney’s Hollywood Studios ou até o Epcot, ou as balsas, que partem das áreas de estacionamento (Transportation and Ticket Center).

A Disney oferece um outro ônibus, que passa por diferentes hotéis fora do complexo, e leva esses hóspedes até os parques. Antes de fechar uma hospedagem fora da Disney, caso esse seja seu desejo, é interessante perguntar se esses ônibus passam pelo seu hotel e, em caso afirmativo, de quanto em quanto tempo.

4. Investir em uma MagicBand

As chamadas MagicBands, pulseirinhas tecnológicas, personalizáveis e conectadas ao app My Disney Experience de cada visitante, são multiuso e reúnem, dentro delas, todos os ingressos para os parques, reservas de entradas em brinquedos e restaurantes, fotos tiradas durante as visitas aos parques e, caso você se hospede em um resort Disney, são a chave para a entrada do seu quarto.

Quem se hospeda em um hotel do complexo, inclusive, já recebe uma MagicBand de cor básica, personalizada com nome, de maneira gratuita, logo no momento do check-in, e pode registrar o número do cartão de crédito nela, que permite que todas as compras dentro dos parques e restaurantes dos hotéis sejam pagas com a pulseira. Se você ficar em um hotel da Disney e quiser personalizar sua pulseirinha antes da data da chegada, é só entrar no aplicativo, colocar o nome que irá constar na pulseira e selecionar a cor desejada.

As MagicBands estão disponíveis para compra mesmo que você não fique hospedado em um resort Disney, e funcionam da mesma forma explicada acima, permitindo que você adicione seus ingressos e reservas. Elas são vendidas individualmente, e para comprar uma, basta ir em qualquer loja oficial da Disney de Orlando (esteja ela localizada dentro ou fora dos parques), e desembolsar um valor que começa nos 12,99 dólares + taxas (pulseira lisa), preço que varia conforme  a cor e o estilo da pulseira.

As pulseiras, que também podem ser usadas para que os visitantes conectem as fotos tiradas durante os passeios nos parques e decidam se vão comprá-las, são válidas apenas no Walt Disney World Resort da Flórida, e podem ser reutilizadas em mais uma viagem futura para os parques de Orlando.

5. Agendar os FastPass+ com antecedência e cortar as filas

O FastPass+, para quem nunca ouviu falar, funciona como um “fura-filas” dentro das atrações. Na verdade, quem usa o recurso, disponível gratuitamente para qualquer pessoa que compra o ingresso dos parques, tem direito a reservar o acesso a shows e atrações selecionados, com tempo bem reduzido nas filas. Cada pessoa pode usar até três FastPass+ por dia e, depois da terceira vez, a Disney te dá acesso a mais uma. Todas as reservas podem (e devem!) ser feitas via app My Disney Experience.

Mas, fique esperta: caso você não vá se hospedar em um resort Disney, é possível agendar todos os FastPass+, pelo aplicativo, com até 30 dias de antecedência da data da sua viagem. Não deixe de fazer isso, ainda mais se atrações concorridas, como as de ‘Star Wars’ e ‘Avatar’ estão na sua lista de prioridades.

Quem fica em um hotel da Disney também tem vantagens em relação ao serviço de FastPass+, viu? Os hóspedes podem agendar as atrações com 60 dias, e não 30, de antecedência.

6. Caso esteja sozinho (a), ou não se importe em ir nas atrações separado dos amigos/família, usar o serviço de Single Rider

Pouca gente sabe, mas dentro dos parques da Disney, nas filas de alguns brinquedos, existe o serviço chamado de Single Rider, boa opção para visitantes que estão sozinhos ou não se importam de aproveitar a atração longe da família ou dos amigos que visitam o parque com você.

Quem vai no esquema Single Rider acaba cortando boa parte das filas quilométricas, já que são poucas as pessoas que querem ficar separadas da galera nos brinquedos.

Qualquer pessoa pode usar o serviço, sem necessidade de agendamento. Entre as atrações que permitem o Single Rider, estão as concorridas montanhas-russas ‘Expedition Everest’, localizada no Disney’s Animal Kingdom, e a ‘Rock ‘n’ Roller Coaster Starring Aerosmith’, no Disney’s Hollywood Studios. Em caso de dúvidas, pergunte, logo na entrada da fila, se naquela atração existe (ou não) a possibilidade de usar a Single Rider.

7. Não deixar de ir em um brinquedo que seu filho (a) não pode entrar

Outra facilidade que a própria Disney oferece, mas que nem todo mundo fica sabendo, é a chamada Rider Switch, ou alternância de participante, pensada para que pais e mães que frequentam os parques acompanhados dos filhos pequenos, que muitas vezes não têm altura suficiente para certas atrações, não deixem de ir nos brinquedos.

Assim, até três pessoas de cada grupo podem ficar fora da atração, na intenção de olhar as crianças, enquanto a outra parte brinca à vontade, recebendo FastPass+ para não pegarem filas. Depois, o inverso acontece: quem estava no brinquedo fica responsável por cuidar das crianças, para que os outros também aproveitem seus FastPass+ e desfrutem da atração.

O Rider Switch está disponível nas atrações com altura mínima, e deve ser solicitado logo na entrada de cada uma delas.

Fora isso, não se esqueça também de que os parques da Disney têm um forte compromisso com a acessibilidade: é bem comum vermos os chamados service dogs, cães-guias que acompanham visitantes com necessidades especiais, pelos parques. A organização dos parques oferece, ainda, um serviço de acesso especial às atrações. Por meio dele, visitantes com necessidades especiais, bem como um número atribuído de pessoas pertencentes ao seu grupo, podem agendar um horário de retorno a atrações específicas, que seja equivalente ao tempo de espera do momento em que chegaram nela.

8. Se necessário, alugar carrinhos de bebê dentro dos parques

Ainda para quem vai aos parques com crianças e bebês, é bom saber que a Disney oferece uma série de facilidades para os pais. Uma delas são os carrinhos de bebê, individuais e duplos, disponíveis para aluguel, com valores equivalentes a uma diária, ou de acordo com a duração da estadia (você quem escolhe). Para alugar um carrinho, basta solicitar o serviço logo na entrada dos parques, que possuem áreas externas acessíveis para esses transportes.

Os parques possuem, também, os Baby Care Centers, salas privativas gratuitas que funcionam de acordo com os horários de abertura e fechamento dos parques. Elas contam com fraldários, trocadores, locais para alimentar as crianças, cozinha com microondas e uma lojinha que vende itens básicos, como fraldas e leite em pó. Já quem se hospeda nos resorts Disney tem direito a serviços de babás, para crianças de seis meses a 12 anos, tanto nos hotéis quanto nos parques.

9. Estabelecer prioridades no seu roteiro para a Disney

Às vezes a gente precisa falar o óbvio e, portanto, seja organizada com a sua viagem. Não adianta nada, por exemplo, ficar sabendo sobre todas essas facilidades que te contamos acima e deixar para tirar os planos do papel aos 45 do segundo tempo.

Na prática, defina quais atrações e shows dentro dos parques você mais gostaria de ver, e os priorize. Com isso em mente, selecione os FastPass+, faça as reservas nos restaurantes que você considera imperdíveis e monte um roteiro diário de acordo com as suas prioridades. O que ficar em segundo plano, você vai encaixando. Boa viagem!

Mais informações: https://disneyworld.disney.go.com/pt-br/

*A jornalista viajou para Orlando a convite da Visit Orlando, órgão de turismo oficial da cidade e principal instituição do setor de turismo do destino.

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