Conheça ativista que estimula a educação em campo de refugiados

Chamada de "Malala síria", Mezon Almellehan se dedica a combater problemas que acometem meninas da sua idade

O dia em que o pai de Mezon Almellehan contou à menina de 16 anos que a família iria deixar a Síria, ela achou que fosse o fim da sua vida. No entanto, ao chegar na Jordânia, no campo de refugiados Zaatari, ela se deparou com vários problemas que acometem meninas da sua idade. E resolveu combatê-los.

Chamada por alguns veículos de imprensa de “Malala síria”, a jovem tem papel fundamental em estimular garotas que vivem no campo de refugiados a irem para a escola.

Todos os dias ela vai de tenda em tenda conversando com as meninas e reforçando a importância de que todas frequentem a escola, mesmo em condições precárias (as instituições de ensino no campo não têm eletricidade nem contam com equipamentos de informática).

“Nós temos o direito de ir à escola e eu sinto que tenho uma responsabilidade com a comunidade”, contou ela à organização de direitos humanos. Mezon, que conheceu Malala no ano passado, durante uma visita da ativista paquistanesa ao campo de refugiados, foi a Oslo acompanhar a entrega do Prêmio Nobel da Paz, a convite da jovem.

Outra causa com a qual Mezon é comprometida é o combate ao casamento infantil, hábito ainda comum em alguns países. “Meninas da nossa idade devem vestir um uniforme escolar, não um vestido de noiva”, afirma. Uma de suas melhores amigas se casou aos 15 anos, e deixou a escola.

“Eu passei dias tentando convencê-la a continuar os estudos”, conta a jovem ativista, que quer ser jornalista e escrever sobre noivas crianças.

De acordo com dados da ONU, o número de crianças sírias matriculadas no sistema formal de educação da Jordânia chegou a 20.300 em 2014. O dado é 9% maior do que o registrado em 2013. No entanto, muitos refugiados ainda não conseguem acesso às escolas

Matéria publicada em Brasil Post.

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