Conheça os princípios da meditação chan

Levada da Índia para a China, essa corrente meditativa acredita que a prática purifica a mente e, assim, torna a realidade muito mais tranquila e fluida.

A meditação chan pretende pacificar o indivíduo.
Foto: Getty Images

Concebida pelo Buda Shakyamuni, na Índia, e levada à China, no século VI, pelo monge Bodhidharma, a meditação chan é praticada no templo Zu Lai, em Cotia, na Grande São Paulo. A entidade tem suas raízes no budismo maaiana, segundo o qual a natureza búdica é patrimônio de todos. Seus seguidores empenham-se em aplicar esse legado na forma de pensar, falar e agir no dia a dia. Daí a denominação budismo humanista.

A meditação chan (termo originado de dhyana, em sânscrito, que significa estados aprofundados da consciência), surge como pacificadora do indivíduo. A vice-abadessa do templo, reverenda Jue Xuan, de Taiwan, explica a sua essência. “Como um lago, a mente revolta não permite ver as coisas a fundo, com a devida transparência”, compara. Motivo pelo qual precisamos acalmar essas águas valendo-se da atenção plena para, então, enxergarmos a sabedoria que reside em nossa essência e passarmos a agir sob sua influência, libertando-nos da ignorância e do sofrimento.

Qualquer pessoa pode aderir à modalidade meditativa, mas é preferível, explica a reverenda, que se esteja familiarizado com o princípio dos três treinamentos: meditação, moralidade e sabedoria. “Contemplar a respiração, em perfeita paz, denomina-se meditação. Cessar o mal denomina-se moralidade. Sobrepujar o mal para compreender a verdade denomina-se sabedoria”, ensina ela. O mal, para os budistas, é representado pela ganância, raiva, ignorância ou a combinação deles. Buda ensinou que o cultivo da moralidade nos liberta de imperfeições como a ganância e a raiva; a meditação conduz à paz; e a sabedoria permite que o aprendizado se converta em benefícios.
 

Procedimentos básicos

– A postura de lótus – sentado com as pernas cruzadas e os pés sobre as coxas – ou meio-lótus – apenas um pé sobre a coxa – são as mais indicadas, pois dão estabilidade ao corpo e, por tabela, à mente. É possível ainda sentar-se em uma cadeira ou banquinho de meditação, desde que a coluna permaneça ereta, assim como a cabeça e o pescoço.

– Repouse as mãos no colo, com o dorso da mão direita sobre a palma da esquerda. A ponta dos polegares se tocam levemente e os ombros se mantêm abertos, de maneira que o peito relaxe e deixe a respiração fluir com suavidade.

– Os maxilares e os lábios devem ficar levemente cerrados; a ponta da língua, atrás dos dentes superiores.

– Fixe os olhos, ligeiramente abertos, em um ponto imaginário à sua frente numa distância de no máximo 1 metro. Assim, evita-se a sonolência.

– Iniciantes podem se dedicar aos poucos. Cinco ou dez minutos por dia está de bom tamanho. O importante é manter a regularidade. Adiante, recomenda-se cerca de 20 minutos pela manhã e à noite.


Serviço

Todo domingo, exceto em datas comemorativas, há prática de meditação conduzida, aberta ao público, das 15h30 às 16 horas. Visite o site e confira a agenda de cursos, retiros, palestras e cerimônias.

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