Dirigir de ressaca pode ser tão perigoso quanto dirigir bêbado

É o que aponta uma pesquisa realizada pela Ford, na Alemanha.

Todo mundo sabe dos riscos que corre ao pegar no volante embriagado. Não é só uma questão de poder tomar uma multa dolorosa (a.k.a. R$ 2.934,70), é sobre colocar a vida de muita gente em risco. 

Até aí nenhuma novidade, mas quanta gente pensa duas vezes antes de dirigir no dia seguinte à bebedeira? Ressaca é um troço que tira qualquer pessoa do eixo, mas a maioria não se dá conta de que isso significa um sinal de alerta na hora de pegar o carro.

Pensando nisso, a Ford e conceituado instituto Meyer-Hentschel, na Alemanha, desenvolveram uma “vestimenta de ressaca” para estudar os efeitos que esse ~estado de espírito~ tem sobre o nosso corpo enquanto dirigimos. A engenhoca inclui pesos em pontos específicos do corpo, uma série de lentes que simulam a hipersensibilidade à luz, fones que aumentam o volume das coisa à sua volta (além do barulho de sangue pulsando nos ouvidos, o que é clássico quando estamos com dor de cabeça por conta da bebida) e um capacete que pressiona a cabeça.

Dá pra entender melhor vendo a tal roupa através desse vídeo:

Enfim: essa vestimenta simula todo aquele arsenal de sensações horríveis que a gente sente durante a ressaca. Isso tudo para mostrar o quanto a atenção e a habilidade ao volante ficam comprometidas, mesmo quando a bebedeira em si é apenas uma (dolorosa) lembrança.

“Um dos maiores problemas em relação à ressaca é que você acorda e pensa ‘a noitada passou e agora posso dirigir’, mas isso não é verdade. Mesmo sem álcool no seu sangue isso é muito perigoso. Há muitos e muitos estudos científicos que mostram que a sua habilidade para dirigir diminui quase tanto quanto no momento em que há álcool no sangue”, aponta Gundolf Meyer-Hentschel, CEO do instituto Meyer-Hentschel. 

Ou seja: mesmo sem multa envolvida, vale a pena pensar melhor antes de pegar no voltante no dia seguinte àquela noite de bons drinks.