Mulheres do mundo todo organizam paralisação para o 8 de março

Aproveitando o frenesi da Women's March, a proposta é criar uma greve de mulheres gigantesca e global.

No ano passado, as polonesas nos mostraram que sim, é possível fazer a diferença quando as mulheres se organizam. Diante de mudanças na lei sobre o direito ao aborto, que já era bastante restrito no país, elas se organizaram e promoveram uma greve que reverteu a decisão dos legisladores. Não é incrível?

Women's March em Los Angeles, nos Estados Unidos. Women’s March em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Women’s March em Los Angeles, nos Estados Unidos. (Sarah Morris/Equipa/Getty Images)

Puxadas por movimentos como o da Polônia, da Islândia, da Argentina e, principalmente, pela adesão mundial à Women’s March no dia 21 de janeiro, diversas organizações de mulheres ao redor do mundo estão se unindo para promover uma enorme greve no Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

Women's March em Los Angeles, nos Estados Unidos. Women’s March em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Women’s March em Los Angeles, nos Estados Unidos. (Sarah Morris/Equipa/Getty Images)

No jornal britânico The Guardian, as organizadoras da versão norte-americana do protesto (Angela Davis, Linda Martín Alcoff, Cinzia Arruzza, Tithi Bhattaccharya, Nancy Fraser, Barbara Ransby, Keeanga-Yamahtta Taylor e Rasmea Yousef Odeh) explicaram na última segunda (6) quais são os objetivos da paralisação. “Na nossa opinião, não é suficiente nos opormos ao Trump e a suas medidas misóginas, homofóbicas, transfóbicas e racistas”, escrevem elas no manifesto. “Por isso, nos juntamos a coletivos feministas de 30 países que propuseram esta greve”.

Women's March em Los Angeles, nos Estados Unidos. Women’s March em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Women’s March em Los Angeles, nos Estados Unidos. (Emma McIntyre/Freelancer/Getty Images)

A ideia do protesto é fazer com que fique visível o impacto da falta da mão de obra feminina – ao mesmo tempo em que pautas essenciais aos direitos da mulher são exigidas. “Os estupros crescem e o ódio a nós mulheres cresce a cada dia, patrocinado por muitos meios, repercutindo no aumento dos feminicídios. Estamos ameaçadas de ser presas quando precisamos abortar e corremos risco de vida quando vamos parir“, escrevem no evento brasileiro da chamada “Parada Internacional de Mulheres no Brasil” no Facebook. “E você, vai ficar aí parada?”.