Pesquisa aponta quem são as mulheres mais importantes da história mundial

De programadoras a ativistas: os leitores da revista BBC World History votaram e escolheram quem são as mulheres mais influentes da história mundial.

Cientistas, ativistas, programadoras… Os leitores da revista BBC World History se reuniram e votaram para escolher quais foram e ainda são as mulheres mais importantes da história mundial.

Conheça quem são elas e quais foram suas contribuições para a sociedade:

1. Marie Curie

 

Se o machismo ainda é presente em pleno século 21, você consegue imaginar como era no fim do século 19, época em que Marie viveu? A cientista não só conseguiu superar as circunstâncias como deixou uma marca profunda na história.

Marie Curie

 (Photos.com/Thinkstock)

Com uma vida acadêmica que começou ainda em casa, com a ajuda dos pais que eram professores, Curie foi a responsável pela descoberta de dois elementos químicos: Polônio e Urânio. Além disso, foi a única pessoa, até hoje, a ganhar dois prêmios Nobel no quesito científico e a primeira mulher a fazer doutorado na França. Você não estava para brincadeira né, Marie?

Por estar constantemente em contato com elementos radioativos, como o Rádio, e manipulá-los sem a proteção de roupas específicas, Curie acabou desenvolvendo anemia plástica, o que a levou à morte em 1934, aos 66 anos.

2. Rosa Parks

Quem diria que negar um assento no banco do ônibus poderia ser o estopim para uma revolução, né?

Rosa Parks

 (Bill Pugliano / Stringer/Getty Images)

Em 1955, no Alabama, Rosa estava voltando para casa sentada no primeiro assento restrito a pessoas “com cor”. De acordo com a lei que vigorava na época, quando os ônibus enchiam, os negros deveriam ceder seus lugares aos brancos. E foi o que aconteceu com o veículo que Parks estava. Três pessoas levantaram, mas ela não. O resultado disso? Além de perder o emprego, a ativista foi presa.

No entanto, essa situação problemática não ficou por isso mesmo. Os negros da cidade começaram a boicotar os ônibus, andando a pé, e, nesse mesmo cenário, surgiu Martin Luther King, que coordenou as manifestações contra a prisão de Rosa. Quase um ano depois desse acontecimento, a lei dos assentos segregacionistas foi revogada pela Suprema Corte.

3. Emmeline Pankhurst

 

Ainda que Emmeline tenha sido presa cinco vezes, ela não desistiu do seu maior objetivo: garantir com que mulheres tivessem o direito a votar. Conhecida como uma das maiores sufragistas – movimento feminista que lutava pelos direitos das figuras femininas -, Pankhurst fundou a Liga para o Voto das Mulheres junto com o seu marido Richard Marsden Pankhurst, que foi quem escreveu o primeiro projeto de lei sobre o voto feminino. 

Emmeline Pankhurst

 (Topical Press Agency / Stringer/Getty Images)

Mais tarde, Emmeline junto com a sua primeira filha, Christabel Harriette, criaram a União Política e Social das Mulheres, outra organização essencial para a conquista do voto feminino. Alguns meses antes de morrer, em 1928, Pankhurst pôde ver a legislação britânica sendo transformada e as mulheres, finalmente, conseguindo o direito de votar como os homens. 

4. Ada Lovelace

 

Ainda que Ada tenha morrido com apenas 36 anos, não é possível falar de programação sem citá-la. Ela é conhecida por ser a primeira programadora do mundo que produziu um algoritmo que poderia ser processado por uma máquina. O resultado disso? Nada mais, nada menos do que a criação dos primeiros computadores.

Ada Lovelace

 (Hulton Archive / Stringer/Getty Images)

Aproveita e anota aí: no dia 15 de outubro é comemorado o Dia Ada Lovelace, para que outras mulheres da ciência sejam incentivadas a continuarem a fazer um trabalho incrível como o da programadora britânica.

5. Rosalind Franklin

Rosalind Franklin

 (Wikipedia/Reprodução)

Rosalind é um exemplo do que muitas mulheres passam até hoje. A biofísica britânica capturou a exata imagem que demonstrava, pela primeira vez, que um DNA é formado por uma dupla hélice, porém foram os cientistas James Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins que ganharam o prêmio Nobel de Medicina referente a descoberta. As pesquisas de Franklin também foram importantes para entender o RNA, os vírus, o carvão e o grafite.

 

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