Para superar o luto, ela escreve cartas a desconhecidos pedindo boas notícias

Depois de perder o amor de sua vida, a jornalista Natália Souza resolveu espalhar envelopes de esperança pelas ruas de São Paulo.

Sabe quando o mundo à sua volta desaba e a dor é tão grande que parece insuportável ver as outras pessoas felizes? Lá no fundo, todo mundo se sente assim quando passa por um momento profundo de tristeza. É aquele sentimento de “por que teve que acontecer justo comigo?”

 Mas aí surgem pessoas como a jornalista Natália Souza, que resolvem inverter o jogo. E, a fim de superar uma grande perda, ela está colecionando histórias felizes de outras pessoas, através de um projeto chamado Tua Vida em Mim.

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Facebook/Tua Vida em Mim (/)

“Tem gente que é felicidade na vida da gente. É janela aberta em dia de sol, colo de mãe com cafuné. Tem gente que chega na vida da gente desatando nós, afrouxando os apertos do nosso peito, inaugurando um novo olhar a respeito do mundo e fazendo dele um lugar melhor. 

O Gino era isso para mim. Ele era um abrigo para onde eu ia com as minhas tentativas e sempre encontrava um braço estendido, uma estratégia e um caminho. Um vento fresco pros dias de coração abafado. 

Mas o Gino morreu cedo demais. O Gino morreu aos 32 anos de um câncer raro e silencioso.”

É assim que a Natália conta um pouco dessa história de amor, e, através de cartas espalhadas pelas ruas de São Paulo, ela pede que desconhecidos lhe contem alguma história feliz. A ideia do projeto surgiu às vésperas do primeiro ano de falecimento do Gino, que morreu em setembro de 2015. 

“A intenção é simples, mas pra mim muito significativa: lotar esses trinta dias de acontecimentos bonitos. E assim, coletivamente, de gratidão em gratidão, tenho certeza: uma nova primavera vai florir no meu peito”, conta Natália, que também mantém um blog em homenagem ao amado. 

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Facebook/Tua Vida em Mim (/)

Aos desconhecidos que encontram suas cartas, ela pede que publiquem suas histórias felizes no Facebook ou Instagram com as hashtags #tuavidaemmim e #umanoticiaboa. E não precisa ser nada grandioso, como ela mesma diz: “Vale a descoberta de um novo sabor de sorvete, um convite de casamento, uma promoção no trabalho” ou qualquer experiência alegre. Outra coisa que Natália pede é que as pessoas passem a história do Gino adiante. “Desta forma, ele continua se encontrando por aí”, resume.

A jornalista também abre o convite a todos que quiserem participar do projeto, mesmo sem ter encontrado uma de suas cartas físicas, como explica em um post do blog. Lá, ela também fala mais sobre como era o Gino, em um depoimento que exige alguns lenços à mão para ser lido. 

Natália, a gente espera que você consiga ter uma coleção imensa de relatos felizes. E, principalmente, que as suas histórias também possam ser mais alegres daqui para frente. heart

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