Perdoar faz bem à saúde

Quem consegue se libertar de rancores e mágoas evita doenças como infarto, depressão e até câncer, e alcança a felicidade

“Fazer esforço para não criar mágoas traz
um benefício enorme à vida.”
Claudia Ohana, a Cida de A Favorita
Foto: Marcelo Corrêa

“Jura que você me perdoa de verdade?” Foi com essa frase que, em , a caminhoneiraCida (Claudia Ohana) acabou com o sentimento de culpa que a assombrava. Ela sofria com isso desde que a irmã, Lorena (Gisele Fróes) descobriu que o marido teve um caso com ela.

O perdão de Lorena acabou com a agonia de Cida, mas causou um bem ainda maior à própria Lorena. “Perdoar é uma ótima maneira de manter a saúde”, atesta o médico Geraldo Possendoro, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

“Mesmo que não venha do fundinho do coração na hora, o perdão é uma escolha”, diz Gisele Fróes. Quando ele é concedido, a raiva some. “Quem perdoa fica em um plano superior”, diz Claudia Ohana. Admitir que todos erram — intencionalmente ou não — é uma atitude libertadora. “Aprender a perdoar para se livrar de ressentimentos melhora a saúde e dá mais energia para ter uma vida melhor”, diz Fred Luskin,diretor e co-fundador do Projeto para o Perdão da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Ele é autor do livro O Poder do Perdão (ed. Francis).

Estudos recentes mostram que o rancor e a raiva acumulados podem estar relacionados a diversos tipos de doença, como hipertensão, infarto, dores musculares, depressão e até câncer. Mas não vale perdoar só por perdoar. E conceder o perdão não quer dizer que a atitude do outro não lhe causou sofrimento. Significa, sim, que a vida continua.

“O perdão é uma escolha”, Gisele Fróes, a Lorena de A Favorita