Saiba quem era Jeffrey Epstein, o milionário que se suicidou na cadeia

Amigo dos ricos e famosos, Jeffrey Epstein comandava um esquema de tráfico sexual de meninas menores de idade.

É manchete no mundo todo neste sábado (10): o milionário Jeffrey Epstein foi encontrado morto na cadeia em Nova York. Amigo de ricos e famosos como o presidente dos EUA Donald Trump, o cientista Stephen Hawking e do príncipe Andrew (sim, o filho da rainha Elizabeth) e dono de uma verdadeira fortuna, o que ele estava fazendo na cadeia, e por que decidiu tirar a própria vida aos 66 anos?

Pois bem. Epstein estava sendo acusado de tráfico sexual de meninas menores de idade. Havia décadas que ele era investigado, e tudo começou por conta de uma denúncia em 2005, na Florida. A madrasta de uma menina de 14 anos acionou a polícia depois que soube que a enteada fora levada à mansão de Epstein por uma garota mais velha. Lá, ela recebeu 300 dólares para tirar a roupa e fazer uma massagem no milionário.

A investigação da polícia levou a desvendar outros casos de abuso sexual de menores de idade. Epstein tinha câmeras escondidas, para filmar as meninas sendo abusadas, e centenas de fotos delas. Ele também “oferecia” garotas para outros homens influentes e poderosos, e filmava e fotografava os abusos para depois poder chantagear essas pessoas em troca de dinheiro e outros benefícios.

Jeffrey Epstein e Donald Trump

 (Davidoff Studios/Getty Images)

Mesmo com uma profusão de provas, o caso de Epstein correu lentamente na Florida. Ele contava com um time poderoso de advogados, e só em 2008 ele foi condenado a 18 meses de prisão. Em três meses e meio ele evoluiu para o regime semi-aberto, e em agosto de 2010 pôde voltar para casa.

Embora o nome dele nunca tenha saído dos noticiários, foi em 2019 que ele voltou às manchetes. No início de julho deste ano, Epstein foi preso no aeroporto de New Jersey, acusado de tráfico sexual. Encontraram fotos e muitos outros indícios dos crimes na casa dele em Manhattan, inclusive um passaporte austríaco falso, em que havia uma foto de Epstein, mas o nome de outra pessoa.

Os advogados defenderam que Epstein ficasse em prisão domiciliar enquanto aguardava julgamento, mas dessa vez o juiz decidiu que ele era um risco para a sociedade e o prendeu na cadeia em Manhattan.

Desde então, mais e mais acusações surgiram contra Epstein, e é impossível calcular no momento o número de meninas e mulheres que foram vítimas dele. Algumas vieram a público revelar que foram sexualmente abusadas, e outras pessoas falaram sobre chantagem e extorsão.

Documentos dos processos que Epstein sofreu e que estavam em segredo de justiça, foram tornados públicos na última sexta-feira (9), evidenciando mais e mais casos de crimes sexuais.

Na manhã de sábado (10), ele foi encontrado morto na cela onde estava preso. Tudo indica que ele cometeu suicídio – embora estivesse sob vigilância dos guardas.

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