“Se precisar estarei nas ruas com as travestis”, declara Damares Alves

A futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos se reuniu com grupos LGBT para debater as expectativas dessa comunidade para o próximo ano.

Na última quinta-feira (20), a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, se reuniu com grupos LGBT para debater quais são as expectativas dessa comunidade durante o governo de Jair Bolsonaro nos próximos quatro anos.

Para isso, foi entregue à ministra um documento intitulado “O que queremos do Estado Brasileiro”. Nele, os representantes pedem para que o novo governo reconheça os diferentes arranjos que constituem a definição de família – como as homotransafetivas – e garanta a elas os mesmos direitos que as famílias tradicionais têm.

Em uma entrevista ao Estadão, o presidente da Aliança Nacional LGBT, Toni Ramos, foi enfático sobre o momento decisivo que o Brasil se encontra: independente do resultado do período eleitoral, é hora de buscar por direitos. “Acabaram as eleições, agora vamos ter que trabalhar os problemas do Brasil. Ou a gente dialoga, ou a gente dialoga”, pontuou. 

Ainda segundo o representante, Damares defendeu que a “a família tradicional” e “todas as outras composições familiares” devem ser reconhecidas. Ela justificou seu posicionamento explicando que em sua família existem apenas ela e a filha.

A ministra também foi pontual sobre o seu empenho na defesa da comunidade LGBT. “Se precisar estarei nas ruas com as travestis, se precisar estarei na porta da escola com as crianças que são discriminadas por sua orientação sexual”, prometeu. 

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