Escola nos EUA pede permissão aos pais para bater em alunos como punição

A escola pretende punir com suspensão as crianças cujos pais não autorizarem a prática

Uma escola no estado da Geórgia, nos EUA, enviou um comunicado aos pais pedindo permissão para punir seus filhos com castigos corporais. Em carta aos professores, a Georgia School for Innovation and the Classics solicitou que os profissionais avisem aos pais sobre a volta desse tipo de punição, que envolve bater nas crianças de cinco a 15 anos de idade com uma pá de madeira.

Em entrevista à uma emissora de TV local, o supervisor de ensino da instituição, Jody Boulineau, disse que as escolas não tinham tantos problemas quando permitiam esse tipo de agressão contra alunos. “Neste colégio, levamos a disciplina muito a sério”, afirmou Boulineau à WRDW TV. Segundo o comunicado entregue aos pais, as crianças serão levadas para um local reservado e receberão uma palmatória com o instrumento de madeira. Os alunos cujo os pais não autorizarem as agressões serão suspensos por vários dias.

A repercussão sobre o caso entre os pais foi mista, cerca de um terço dos formulários retornaram à instituição autorizando a atitude do centro educacional, dizendo ainda que o método de castigo nunca deveria ter sido retirado das escolas. Outros repudiaram a ação, alegando que esse tipo de comportamento não possui comprovação pedagógica e ameaçando retirar seus filhos da escola.

A política de punir alunos com agressões físicas ainda é permitida na Geórgia e em outros 19 estados norte-americanos. O Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Crianças define castigo corporal como “qualquer punição em que a força física é usada e destina-se a causar algum grau de dor ou desconforto, mesmo que leve”, e é considerada invariavelmente degradante e prejudicial.

E no Brasil?

Por aqui, o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) foi alterado em 2014 para proibir todas as punições corporais de crianças. O ECA declara que crianças e adolescentes têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção.

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