Especialistas revelam a melhor forma para abordar o assunto das drogas com os filhos

Abrir caminho para o diálogo é o melhor a fazer ao encontrar drogas na mochila de um adolescente

Com amor e tato, tente descobrir o motivo que levou seu filho a usar essa ou aquela droga
Foto: Dreamstime

Descobrir que um filho está fumando maconha ou usando outras drogas é assustador. Caso isso aconteça, não perca o controle. Quando identificados no começo, muitos casos de envolvimento de jovens com drogas podem ser resolvidos só com o apoio da família. Palavra da psicóloga Lara Soares de Souza, do Núcleo de Álcool e Drogas do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Portanto, se teve essa surpresa, evite o desespero e tente agir com a razão. E saiba ainda prevenir esse mal.

Pra quem anda com a pulga atrás da orelha

Desconfia que se seu filho está usando drogas? Observe se ele…
 
– Mudou o vocabulário e o jeito de se vestir de uma hora para outra.
– Abandonou de repente o grupo de amigos com o qual vivia junto.
– Passou a dormir demais e fora de hora.
– Emagreceu ou engordou muito rápido.
– Tornou-se irritadiço e impaciente nos últimos tempos.
– Teve queda no rendimento escolar.
 
ATENÇÃO: nem sempre esses sintomas estão associados ao uso de drogas. Eles podem ser sinais de outras doenças, como a depressão. Mesmo assim, eles servem de alerta de que algo sério está acontecendo.
 

5 passos para encarar a questão

1. Informe-se ao máximo
Informação é poder. Há drogas mais nocivas e outras menos. É preciso saber com o que está lidando.
 
2. Fale com segurança
Você precisa ter uma conversa séria com o adolescente, mas não adianta fazer ameaças. Se ele se sentir acuado, não vai se abrir! Também não prometa recompensas materiais caso ele pare de usar a droga. Na conversa, explore o ponto básico: por que ele usa a droga? Ao descobrir o motivo, você terá mais chances de encontrar uma solução.
 
3. Seja forte e adulta
Demonstre preocupação com o bem-estar do adolescente sem partir para a briga. “Se ele não se abrir com você, tente a intermediação de um irmão mais velho, um tio ou um amigo maduro em quem ele confia”, sugere Ilana Pinsky, psicóloga da Unifesp especializada no assunto.
 
4. Procure ajuda
Se houver diálogo e afeto, a chance de um adolescente largar uma droga leve apenas com o apoio da família é grande. Caso esteja insegura, procure um psicólogo, que será capaz de identificar a gravidade do caso e sugerir um tratamento. Muitos só precisam de terapia no consultório mesmo. Casos mais complexos são encaminhados ao psiquiatra, que pode receitar remédios, tratamento de meio período numa clínica e, apenas nos casos mais graves, sugerir uma internação.
 
5. Participe do tratamento
Toda a família está envolvida na história. Portanto, se o seu filho fizer algum tipo de tratamento, participe e procure aprender novas maneiras de lidar com o jovem. Isso não significa que ele está usando drogas por sua responsabilidade, mas os pais são parte importante da reabilitação.
 

Corte o mal pela raiz

As atitudes positivas dos pais que ajudam a manter o jovem longe de encrencas
 
Dê amor e atenção todos os dias: filhos que conversam com os pais têm bem menos riscos de se envolver com drogas e outros problemas.
 
Seja careta mesmo: o papel de pai e mãe é mostrar o que é certo e o que é errado. Então não tenha medo de proibir aquilo que você considera ruim.
 
Conheça os amigos dele: convide-os para ir à sua casa e faça amizade com os pais da turma também.
 
Não seja permissiva com o álcool: não adianta proibir drogas ilícitas e permitir o álcool e o cigarro. O adolescente notará a incoerência. O ideal, segundo a psicóloga Lara Soares, é vetar o álcool antes dos 18 anos. Estudos comprovam que quanto mais cedo se usa drogas permitidas, como a bebida, maior o risco de abusar do álcool e de substâncias proibidas.
 
Dê o exemplo: todo o esforço para proteger seu filho vai por água abaixo com exemplos ruins. Portanto, se você ou seu parceiro têm alguma dificuldade com bebida ou outras drogas, é essencial procurar ajuda.

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