Leve o namoro dos filhos numa boa

Seu filho pode dormir em casa com a namorada? Sua filha vive na casa do sogro? Veja como harmonizar os conflitos que surgem quando eles descobrem o amor

Seu filho pode dormir em casa com a namorada?
Foto: Getty Images

Quando os filhos crescem e se apaixonam por alguém, nem sempre é fácil para a mãe. Se a nora não vai muito com a sua cara, como agir? E se o namorado da sua filha parece uma flor que não se cheira, você tem obrigação de alertar? Para tirar suas maiores dúvidas, confira o nosso guia. E seja uma sogra nota 10.

1. Minha nora não me suporta

Mesmo que seu santo não bata com o da namorada do seu filho, tente conquistá-la! Afinal, a pessoa mais madura da relação é você e bater de frente não fará seu filho desistir da moça. “Comece sendo gentil e cuidadosa com o que diz”, sugere a psicóloga Roseana Ribeiro, especialista em motivação e mudança de comportamento, do Rio de Janeiro. Mas é importante se esforçar para mudar seus sentimentos. Para adotar atitudes positivas, veja a situação por novos ângulos. Todos têm defeitos e qualidades. Quais os pontos fortes dela?

2. Meu filho vive na casa da namorada

Existem mães que se magoam quando os filhos se apaixonam e querem passar mais tempo na casa dos sogros. Compreenda que eles estão em fase de conquista e querem ser aceitos pelos familiares do outro. Se você sente falta da presença do seu filho, tente incluir a nora também no cotidiano do seu lar. Convide-os para um churrasco no fim de semana ou chame para ver um filme, em vez de se queixar da ausência dos filhos.

3. Meu marido detesta o namorado da nossa filha

Ciúme de pai é normal no início. Porém, se sua filha já namora firme há algum tempo e sogro e genro ainda se estranham, peça para seu marido ser compreensivo. “Mãe nessa hora é tudo de bom. Seu papel é equilibrar os momentos de insegurança do pai e ponderar, lembrando o que ele sentia quando era jovem”, diz Roseana. Ajude-o a entender que a filhinha cresceu e que ele precisa ser menos ciumento. Para isso, é preciso perder o medo de “perdê-la”. Encoraje-o!

4. O namorado da minha filha pula a cerca

Se o bairro inteiro fala que seu genro sai com outras garotas e apenas sua filha não vê, converse com ela. Transmita segurança na fala e diga para ela ver a realidade como é, ou seja, talvez o moço até sinta amor, mas não a mereça, já que a desrespeita. Diga que, se terminar o namoro, vai doer, sim. Mas será menos sofrido do que deixar a decisão para o futuro. E evite julgá-la nesse papo.

5. Acho que esse pretendente é um mau-caráter

Por serem mais vividos, os pais têm malícia. Se a mãe desconfia que o namorado da filha está envolvido com furtos, por exemplo, pode se valer da sua experiência de vida para descobrir algo. O rapaz cai em contradição de vez em quando? Uma ou mais pessoas já falaram mal dele? Essas são algumas pistas que levam você a conhecer o jovem para alertar sua filha. Para evitar julgamentos precipitados, informe-se bastante.

6. Minha filha nunca apresenta o namorado

Se isso acontece, talvez ela esteja apenas ficando com uma pessoa e ainda não sinta firmeza na relação. “Ela pode estar fugindo de compromisso ou ter receio de receber críticas”, diz Roseana. Nada de se descabelar, ok? Apenas fique atenta. Ofereça-se para fazer um jantar gostoso e receba o moço de coração aberto, mesmo que o namoro ainda seja uma possibilidade. Nessa primeira vez, faça uma reuniãozinha mais intimista, evite chamar a família toda. O mesmo vale para a pretendente do seu filho.

7. Eles querem dormir juntos em casa!

Eis o velho problema: deixar ou não o casalzinho passar a noite sob o mesmo teto? Se o seu filho ou filha levou a pessoa amada para o quarto sem pedir permissão, você tem direito de se manifestar. Detalhe: converse em particular. Se o fato a incomoda, deixe isso claro e disponha-se a arrumar outra cama para o visitante. Lembre-se: não é o fato de dormirem separados que vai evitar que os pombinhos transem. Quando querem, os jovens arrumam hora e lugar para isso! Em tom amigável, converse com eles sobre como fazer sexo seguro.

8. Desconfio que meu filho esteja apaixonado pelo amigo

Ser gay não é doença nem desvio de caráter, embora seja difícil para algumas famílias aceitar essa condição. Entretanto, se o menino não larga o melhor amigo ou a menina não desgruda da colega, pode ser apenas amizade ou curiosidade. Segundo Roseana, muitas coisas que fazemos na adolescência são passageiras. “Atualmente, alguns jovens têm momentos de intimidade com pessoas do mesmo gênero como parte de jogos sexuais que antigamente aconteciam na infância”, diz. Se não for um comportamento momentâneo, resta a você e aos demais familiares acolherem o filho ou filha com respeito e aceitarem a orientação sexual deles, seja ela qual for.