O que é um cuidador familiar?

Dar assistência total a um parente idoso exige muita energia. Saiba como realizar essa missão sem se desgastar demais ou deixar de viver a própria vida

Como realizar essa missão sem se desgastar demais ou deixar de viver a própria vida
Foto: Getty Images

Cuidar dos parentes mais velhos é importante e muitas vezes necessário, porém desde que você imponha limites para não se anular. Saiba como cultivar o bem-estar da família e os seus interesses pessoais sem se esgotar.

Compartilhe essas informações com seus parentes e peça ajuda a eles para poder descansar.

A importância do papel do cuidador para a família

1. O que é um cuidador familiar?

É a pessoa da família, geralmente filho ou filha, que se dedica a cuidar do idoso: acompanhá-lo ao médico, ajudá-lo com a higiene, servir de companhia, auxiliá-lo a tomar os medicamentos na hora certa e a realizar as tarefas domésticas.

2. Qual é a diferença entre esse trabalho e o de um cuidador profissional?

Nenhuma, mas cuidar de alguém da família requer o dobro de paciência por não ser uma relação profissional remunerada. É mais fácil perder a paciência quando lidamos com conhecidos.

3. O que fazer para não se estressar tanto?

Não bancar a heroína. Como é difícil conciliar casa, filhos e lazer com as tarefas de cuidadora, peça apoio a seu marido, filhos e irmãos quando estiver cansada. E permita-se fazer pausas sempre que sentir necessidade.

4. Como devo agir se me sentir explorada?

Muitos idosos se acostumam com a situação de ter um cuidador e acabam exigindo mais do que deveriam. Saiba dosar o que ele pode fazer sozinho e no que realmente precisa de ajuda. A partir daí, estabeleça seus limites.

5. Quais os sinais de que preciso de ajuda?

Os mais comuns são depressão, nervosismo, cansaço contínuo e insônia. Não espere chegar a esse ponto para pedir auxílio. Você precisa de um tempo livre e isso deve ficar claro para todos.

· Conheça seus direitos e deveres no Manual do Cuidador do Idoso: http://abr.io/cuidador

FONTES: Ligia Py, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia; Marília Viana Berzins, do Observatório da Longevidade (www.olhe.org.br); Tomiko Born, organizadora do manual do Cuidador da Pessoa Idosa; Yeda Aparecida de Oliveira Duarte, do curso de Formação para Cuidadores de Idosos da USP