Os problemas por trás da obesidade infantil

Além da alimentação errada, os pais também precisam ficar atentos a fatores psicológicos, como depressão e ansiedade. Veja como lidar com isso em casa

Criança quieta demais nem sempre é sinal de tranquilidade, pode ser problema
Foto: Getty Images

Mudança de escola ou de casa, separação dos pais ou morte de alguém querido são alguns fatores externos que causam ansiedade, angústia, tristeza ou isolamento em crianças. E isso pode levar a mudanças de comportamento e problemas alimentares. “Sempre vão existir fatores externos e eles mexem com as emoções da criança, que terá de lidar com aquilo. Algumas conseguem enfrentar bem essas situações. Outras não, e assim elas acabam comendo demais”, avalia a psicóloga Ana Rosa Gliber.

O assunto, segundo ela, é muito comum, mas pouco estudado: “Se o filho está comendo demais, os pais devem levá-lo para fazer uma avaliação com um médico e um psicólogo, para ver se há relação com um fator psicológico. Na maioria dos casos, essa ligação existe”, afirma Ana Rosa.

Ensine seu filho a se amar como é!

As características comuns em crianças obesas são: ansiedade, depressão ou tristeza, isolamento, pouca independência e passividade. Além disso, por causa do excesso de peso, elas costumam sofrer bullying, o que agrava ainda mais o problema – infelizes e frustradas, elas comem mais. E tudo isso pode gerar timidez, agressividade reprimida, insegurança e problemas de relacionamento.

3 atitudes que devem ser evitadas

1. Não cobre força de vontade na marra: “Você não vê que está gordo? Para de comer!” Quantas vezes você já ouviu (ou até disse) isso? É preciso entender que a criança come porque não consegue lidar com alguma situação difícil de outro modo. Explique a importância de comer melhor e ofereça alternativas gostosas a ela.

2. Não cale a boca de seu filho com comida: criança quieta demais nem sempre é sinal de tranquilidade, pode ser problema. “Com a criança comendo, ela fica calma, então, a mãe acha que está tudo bem, mas isso não é verdade”, diz Ana Rosa. O diálogo é o melhor caminho.

3. Não se preocupe só com a alimentação: “Se você só tira a comida, tira algo de bom para aquela criança”, explica a psicóloga. “Dê o exemplo. A criança pensa: `Se eles resolvem os problemas comendo, também vou resolver assim.”

Como combater esse mal?

Marque uma consulta com o pediatra: ele calcula a porcentagem de gordura no corpo de seu filho e compara aos gráficos de peso e de altura por faixa etária e por sexo. “A consulta também permite que sejam avaliados os hábitos alimentares, e o exame físico ajuda a esclarecer se há alguma alteração no organismo da criança que possa estar relacionada ao ganho de peso”, explica a pediatra Célia Regina Bocci Silva, que trabalha no Hospital Infantil Sabará, em São Paulo.

Procure um psicólogo: é caro para você? Veja na Secretaria de Saúde da sua cidade onde encontrar essa assistência. Se tiver plano de saúde, verifique como pode ter acesso ao serviço.

Converse muito com seu filho: “Não vai brigar com a criança porque ela está comendo muito”, aconselha a psicóloga Ana Rosa. “Converse, fique perto, mostre que você está percebendo que há um problema e que está lá para ajudá-la.”

Exercite-se em família: a ideia é reforçar a relação entre pais e filhos, não só nos momentos ligados à comida. “Pode ser uma caminhada ou brincadeiras. É tirar o foco da comida”, sugere Ana Rosa.

Mude os itens da despensa: troque alguns pacotes de bolacha recheada por frutas, por exemplo. Ter alimentos saudáveis em casa ajuda toda a família.

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