Quando os pais envelhecem…

Garantir a dignidade, a atenção e o amor que os idosos merecem é um aprendizado de vida. Veja o que fazer

Lembre-se: o velho que hoje exige cuidados já teve muito trabalho com os filhos…
Foto: Getty Images

Ninguém se prepara direito para lidar com o envelhecimento dos pais. “É difícil aceitar a fragilização de quem foi a referência da família”, afirma a geriatra Maisa Kairalla, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Para a psicóloga especializada em gerontologia Cleo Toniolo, quanto mais rápido a família aceitar esse declínio natural, melhor para organizar a rotina. “Não há receita pronta. É preciso ir tentando várias alternativas que melhor se adapte à realidade de cada um”, orienta.

Principais erros que cometemos

· Infantilizar a pessoa, tratando-a como criança: É falta de respeito com quem teve um passado ativo e cuidou de todos. Esse tipo de tratamento pode deixar o velho depressivo. Lembre-se sempre de quem foi aquela pessoa para manter seu valor e sua dignidade.

· Achar normal a perda de audição e de visão: Apesar de fazer parte do envelhecimento, o idoso precisa de tratamento para essas limitações, que levam ao isolamento por não permitir a interação com o outro. Sem estímulos, a pessoa fica mais vulnerável à demência.

Dicas valiosas

Divida tarefas, some afeto

“Desenvolver estratégias para gerenciar a rotina de cuidados com o idoso é essencial para não desestruturar a dinâmica familiar”, avisa a geriatra Maisa. “Por isso, a divisão de tarefas é essencial.” Uma opção cada vez mais comum é a contratação de um cuidador para reduzir o desgaste físico e emocional desse trabalho. “Afinal, o familiar precisa estar bem para cuidar bem”, avisa a psicóloga Cleo. Se for impossível contar com apoio profissional, converse com famílias que passam pela mesma situação e encontraram boas alternativas para lidar com ela sem sobrecarregar ninguém. O Portal do Envelhecimento é uma ótima fonte de informações sobre o tema.

Evite a solidão

Deixar o idoso sentado na frente da TV, sem fazer nada, só piora seu estado físico e mental, ressalta a geriatra Maisa “Quando já existe prejuízo de raciocínio ou memória, a falta de estímulo pode piorar o problema, levando à demência”, diz. Estimule a participação do seu pai (ou mãe) em atividades cotidianas, mas sem exigir perfeição e sabendo que haverá necessidade de refazer o serviço. “O importante é dar uma função, em vez de tirar a iniciativa dele de realizar as coisas”, orienta Cleo.
 

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