Salvei meus quatro filhos da droga

Tirei meus meninos do vício da maconha, crack e cocaína. Hoje, ajudo meus parentes viciados

Cada filho que se viciou foi como
uma faca no peito, mas a vitória
deles por terem saído dessa me redimiu
Foto: Divulgação

Há 20 anos eu enfrento uma dura batalha dentro de casa. Quatro dos meus cinco filhos viciaram-se em drogas. Maconha, cocaína e até crack. Mas eu e meu marido, Eli, fomos fortes e ajudamos um por um a superar o problema. Hoje, apenas o caçula está numa clínica, mas em processo de recuperação e estou certa de que ele vai vencer esta luta.

Todos os meus filhos estudaram em escolas particulares, fizeram judô, natação, capoeira e inglês. Tinham educação, lazer e nenhum motivo para cair nas drogas. Já me culpei muito, mas sei que toda família está sujeita ao que aconteceu com a minha. Até por isso, tento ajudar outras pessoas.

Há 11 anos eu e Eli coordenamos um grupo que faz parte de uma entidade de apoio aos parentes de dependentes químicos: o Amor Exigente. A experiência me ensinou a reconhecer os erros e acertos mais comuns durante as diferentes fases do processo de recuperação. Compartilho, aqui, tudo o que passei e aprendi para resgatar os meus filhos das drogas.

Quando a mãe de um amigo do meu segundo filho, Ronaldo, me disse que ele e o menino dela estavam fumando maconha, não acreditei. Quebrei a cara. Achei maconha na mochila dele. Ele disse que estava guardando pra um amigo. Mentira. No lugar do filho querido de antes, Ronaldo estava virando um moleque apático, sujo, mau aluno. Não nos ouvia. O pior é que eu dava o dinheiro com medo de ele roubar para comprar maconha. Errei.

Numa situação assim, o melhor é deixar claro que os pais não vão compactuar com o uso de drogas. Quando os pais descobrem que o filho usa drogas, começam a persegui-lo. Fiz isso com o Ronaldo e o Fabiano, meu terceiro filho. Eles saíam de casa, eu ia atrás. Nunca adiantou. Seis anos se passaram e o Ronaldo continuava fumando maconha.

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