André Arteche: “Não vejo problema em namorar mulher mais velha”

O ator comemora o primeiro papel de destaque e fala sobre seu personagem em "Caminho das Índias"

“Indra está curtindo e tirando proveito da situação”, conta André Arteche sobre seu personagem
Foto: João Miguel Jr.

No caminho para esta entrevista, André Arteche foi abordado por uma senhora que exclamou: “André, sou sua fã!” E é essa espontaneidade dos fãs que o intérprete do Indra, o blogueiro de Caminho das Índias, adora na profissão de ator. “Indra é muito querido. As pessoas torcem por ele e, quando esse contato é feito de forma tranquila e respeitosa, é positivo”, revela o ator, que, quando criança, adorava imitar os personagens da extinta Escolinha do Professor Raimundo (1990).

Por falar em infância, foi lá que ele descobriu o talento para a TV. A os 12 anos, o gaúcho fez uma pequena participação na série Comédia da Vida Privada e dali em diante os papéis não pararam de surgir. “Aos 18 anos, vim ao Rio e surgiram oportunidades no teatro. Acabei vendo que tinha muita coisa para estudar e explorar nessa área”, conta.

O apoio dos amigos, é claro, pesou muito na decisão de André em não voltar para Porto Alegre. Nos momentos de maior dúvida, ele conta que sempre apareciam testes para fazer, algo que enxergava como um sinal. “Escolher o caminho da arte é algo complicado, é uma profissão incerta, principalmente, para um jovem que tem várias possibilidades”, conta.

A minissérie Amazônia – De Galvez a Chico Mendes (2007) foi seu primeiro grande trabalho. E ele não esconde o fascínio em ter contracenado com atores que só havia encontrado no teatro. “É uma mistura de troca e aprendizado. É ótimo para um iniciante poder contracenar com atores mais experientes”, lembra.

Mas foi em “Caminho das Índias” que André conseguiu a melhor chance para mostrar seu talento. Para o rapaz, Indra tem uma missão e não se omite: “Ele vê coisas que as pessoas em volta dele não veem. Na verdade, é um pouco responsável por apontar caminhos e isso é o bacana do papel: ele desperta alertas contra a violência, um tema que ainda vai crescer bastante na novela”.

Na vida real

 

André não esconde que era bagunceiro na época do colégio. Mas nada extremo como o bad boy Zeca (Duda Nagle). “Havia uma galera muito legal no colégio, somos amigos até hoje. Era uma bagunça ingênua, sem brigas. Mas vi muito isso (agressões) na escola. Já estive próximo dessa realidade e isso me ajudou na composição do personagem”, revela.

Na adolescência, os meninos costumam ter fetiches com mulheres mais velhas. E se elas correspondem, já é meio caminho andado. Na novela, Norminha (Dira Paes) tenta tirar Indra do trilho, mas André acha que ele não está apaixonado: “Ela está investindo pesado, né? (risos), mas Indra está curtindo e tirando proveito da situação”. Já se a investida fosse com André… “Não teria problema nenhum em me relacionar com uma mulher mais velha”, diz o gato, que está namorando, mas prefere deixar em sigilo a identidade da sortuda.

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