Andressa Urach: “Temo ficar numa cadeira de rodas para sempre”

Em entrevista à TITITI, a apresentadora conta detalhes de sua nova internação, de como ficou frente a frente com a própria morte e muito mais

Aos 27 anos, Andressa Urach não tem medo de críticas e confessa publicamente que a vaidade é o seu maior pecado. Em 2014, a apresentadora – hoje na Record – ficou internada em estado gravíssimo por 25 dias, em Porto Alegre (RS), devido a um processo infeccioso decorrente da aplicação de hidrogel nas pernas. No sábado (28), apresentadora voltou à mesa de cirurgia, no Hospital Alvorada, em São Paulo, para lutar, mais uma vez, pela vida por causa de uma inflamação causada por outro produto estético, o metacril (PMMA), onde permaneceu por 12 dias, tendo alta na quarta-feira (11). Na manhã de sexta-feira (13), Andressa voltou ao hospital para retirada de 30 ml de seroma, líquido que se formou em volta da cicatriz deixada pela cirurgia realizada na região dos glúteos. O procedimento correu bem e Andressa se recupera.

Polêmica até o último fio de cabelo, Andressa se converteu recentemente à religião evangélica,  após uma experiência de quase morte durante a primeira internação. “Foi Deus que me tirou da morte”, afirma a loira, que recentemente se batizou na Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, dono da Record e está se preparando para escrever sua própria biografia. Andressa, que recentemente se desligou de seu assessor de imprensa, Cacau Oliver, não tem papas na língua na hora de falar do seu passado e garante: “Aquela Andressa morreu, não existe mais!” 
Nesta entrevista exclusiva à TITITI, a bela fala sobre o drama que viveu e conta detalhes da saída da bancada do Muito Show, da RedeTV!, e de sua conversão. E faz revelações bombásticas sobre como começou a busca pela fama e o que viu durante o coma. Confira!

Esta sua recente internação também foi por causa do hidrogel?
Esse produto já foi retirado (das pernas e coxas). Foi um processo longo, com mais de 20 cirurgias, já que ele não sai de uma vez só. O que me surpreendeu agora, como eu já havia admitido ter em meu corpo, foi o PMMA. Achei que estava tudo bem, tinha recém- retirado os drenos, mas descobri que ele está provocando necrose em meus músculos.

Onde aplicou PMMA?
Apliquei há uns três anos, logo depois do Miss Bumbum. Queria entrar com tudo em A Fazenda. E ele está em vários locais do meu corpo: rosto, coxas, glúteos, parte posterior das pernas e panturrilhas.

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Como você descobriu a inflamação?
Nesta semana, senti uma dor na lateral da perna esquerda que subia para o bumbum. Pensei que fosse por causa do seroma (excesso de líquido sob as cicatrizes) que ainda estava drenando. No dia seguinte, veio uma dor absurda comparada àquela de quando baixei no hospital no ano passado e quase morri de sepse (infecção no sangue, portanto, generalizada). Fiz os exames e constataram o problema. Pensei, “como é que tenho isso se o hidrogel já foi retirado?” Os médicos investigaram e constataram que a inflamação é decorrente do PMMA, que está dentro do meu músculo e não sai.

Qual foi sua reação ao receber a notícia?
Entrei em desespero, chorei absurdamente. Gritei para que arrancassem meu bumbum, não queria mais ele, chegava de vaidade… havia sofrido demais. Só Deus sabe o quanto sofri naquele hospital (o Conceição, na capital gaúcha). Os médicos me disseram que era impossível retirar e chorei um dia inteiro, fiquei inteiramente depressiva. Quem garante que em outras oportunidades a inflamação não tomará conta da minha perna direita ou até do meu rosto? Graças a Deus, os médicos do Hospital Alvorada foram rápidos, podia ter acontecido o pior.

E qual foi o veredito dos especialistas para seu caso?
Não tem solução. Eles me disseram que isso é como uma bomba-relógio, um vulcão. Pediram para me cuidar porque o produto está necrosado no meu músculo e não tem como retirá-lo. Disseram que não posso tomar nenhum tipo de anabolizante ou esteroide que faça com que as minhas células aumentem, porque isso pode virar até câncer.

Essa necrose pode comprometer o movimento das suas pernas?
Isso é o pior. Num primeiro momento, entrei em desespero porque temo ficar numa cadeira de rodas para sempre. No momento, minha perna direita e meu bumbum do lado direito estão inflamados. Se chegar a infeccionar, posso ficar paralítica. E, em nome de Jesus, não vai acontecer isso. Tenho um filho para criar, imagina se ficar paraplégica! Mas tenho certeza de que Deus não vai permitir que eu fique numa cadeira de rodas.

O tratamento é pesado?
Na sexta-feira (06 de março), coloquei cateter no braço, que ficará por um ano para que possa receber os medicamentos. Esse tratamento nunca mais vai ter fim. Como tenho esse produto em todo o corpo e ele o está rejeitando, vou sempre ter de tomar antibióticos. Comecei um tratamento muito forte.

Você já falou em castigo pelo excesso de vaidade. Crê mesmo numa punição?
Se eu estou passando por isso, é mais uma provação. Talvez tenha que passar por isso para alertar outras mulheres. Quantas pessoas já não morreram por conta disso (uso de produtos) e a gente não sabe? Hoje sou uma pessoa pública que serve de exemplo. O hidrogel e o PMMA são um veneno, os fabricantes devem ser punidos! Até apelo para a presidente Dilma, para deputados e senadores retirarem isso o quanto antes do mercado.

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Tem medo de morrer?
Hoje, convertida, vejo que Deus já me tirou da morte. Eu estive na presença Dele quando estive em coma e sei que Ele está vivo. Isso tudo me conforta.

Tem mágoa dos médicos que fizeram os procedimentos estéticos em você?
Olha o que está acontecendo comigo hoje! Minha vida é mais dentro de um hospital do que em meu cotidiano. E o médico que me aplicou não está nem aí! É capaz de afirmar que a culpa não é do produto. A culpa é de quem então? Sou culpada por ser vaidosa, sim, mas existe uma culpa de ambos os lados. Também daquele que não me informou que o produto poderia me levar em três ou quatro anos para um hospital com risco de paralisia. Já pensou em quantos trabalhos estou perdendo por ele ter deformado o meu corpo?

Você está em depressão?
Hoje, só estou com o meu psicológico bom por causa da fé em Deus. Se não fosse ela, estaria em cima de uma cama, depressiva, querendo me matar por causa dos cortes que tenho em minha perna. Se não fosse pela fé, pelo agradecimento a Ele pela vida, pelo meu filho, por ter agora um trabalho honrado em que não preciso mais exibir meu corpo… estaria prestes a cometer suicídio.

Como encara as críticas de que teria virado evangélica por interesse?
Elas não me abalam. Prometi diante de Deus testemunhar que Ele é vivo, que iria glorificar o nome Dele sem me importar se as pessoas dissessem que eu estava louca, que era tudo mentira. Eu sei que Ele está vivo e prometi a Ele que glorificaria seu nome aos quatro cantos do mundo.

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Você já relatou na TV uma experiência com Deus durante o coma? Como exatamente foi isso?
Eu estive na presença de Deus. Era um local muito claro… Não o vi, mas Ele estava acima de mim, era uma presença muito forte, um poder incrível. Senti Ele dentro do meu coração. Baixei a cabeça de vergonha, não me senti digna, sabia que estava morta e iria para o inferno. Me senti nua diante Dele e me envergonhei do que fui, das atitudes que tive. Clamei a Ele que me desse uma segunda chance porque tinha um filho para criar e faria tudo diferente.

Já esteve na presença Dele em outra oportunidade?
Passei por várias experiências espirituais. Já tive duas overdoses e nelas ouvi Deus falando comigo. Nunca mais usei drogas. Deus já tentou me provar de diversas formas que existia, mas sempre fui muito teimosa. Eu queria viver o mundo, ver o que ele poderia me oferecer.

Andressa, você chegou a encarar a morte de perto?
Logo que acordei do coma, assim que Deus me permitiu voltar, vi várias almas da morte em volta da minha cama querendo me levar. Uma delas era a própria morte, uma alma muito maior, mais escura. Senti pavor, eram muitos gritos, senti medo, frio, um negócio horrível. Essa sombra então passou o vulto dela por dentro de mim querendo arrancar minha alma. Gritei para a minha mãe, que frequenta a Igreja Universal há 30 anos e é fiel, ela se ajoelhou e começou a orar. Os enfermeiros também começaram a orar, em pânico.

Como sua fé foi determinante para que saísse daquele hospital?
Acabei determinando a minha cura. Segundo os médicos, eu só teria alta em fevereiro passado. Eles vieram na beira da cama e disseram para minha mãe que eu não comia mais, estava com anemia e não teria alta tão cedo. Eles me desenganaram e, vendo a fé da minha mãe, me revoltei e disse: “Ó meu Pai, sou tua filha, não aceito ficar entrevada em cima desta cama”. Estava com aqueles buracos abertos na perna, cheios de inflamação, infecção no sangue, dores que corroíam minha alma e doíam nos meus ossos. Pedi a Deus a cura em sete dias. E foi isso que aconteceu. Deus existe e é maravilhoso, tem feito obras maravilhosas na minha vida.

Sempre quis ser famosa?
Desde pequena… Quis ser paquita da Xuxa, estar na TV.Sempre sonhei com isso.

Por que perseguiu a fama dessa maneira?
Sofri muitos traumas na infância, tive problemas de aceitação. Me achava feia, fui abusada sexualmente e por isso busquei a beleza a qualquer custo. Acabei me casando muito cedo, aos 14 anos. O Arthur (filho da apresentadora com Tiago Costa) tinha 4 anos quando a gente se separou.

E como as inúmeras mudanças físicas aconteceram em sua vida?
Eu era coordenadora de RH de uma empresa de marketing promocional e via que modelos de catálogos e eventos ganhavam muito mais do que eu. Ali eu enxerguei uma forma de crescer profissionalmente. Pedi a um amigo médico da família que fizesse minhas primeiras cirurgias e prometi que pagaria no decorrer dos anos. Ele fez a rinoplastia, botou minha prótese nos seios, fez a lipoaspiração. E aí não parei mais até ficar famosa.

A fama ainda a interessa?
Não mais da mesma forma. Logo que passei por essa experiência de morte dei outros valores às coisas. Amo televisão e, graças a Deus, a Record me deu uma chance de continuar com meu trabalho. Mas já havia pensado em desistir de tudo quando deixei a RedeTV!, a qual sou muito grata.

Por que decidiu deixar o Muito Show, afinal?
Quando fui contratada pela RedeTV!, era a Andressa barraqueira, a gostosona que mexia com a sensualidade, que foi lá e recebeu Cristiano Ronaldo com pintura corporal e o peito de fora (na Copa passada). Em um primeiro momento, pensei em me afastar da televisão, porque não conseguiria mais fazer esse papel, aquela Andressa tinha morrido.

Sente vergonha de seu passado polêmico?
Não, aquela Andressa já morreu, faz parte do passado. Eu não me importo em falar dela, porque não existe mais, entende? Sou uma nova Andressa agora.

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