Caio Castro: “Se der tempo, acho que vou fazer medicina”

Aos 24 anos, Caio Castro, o sedutor Michel de Amor à Vida, se prepara para lançar um livro e estrear no cinema. Ah, e ainda pensa em estudar medicina

Caio Castro
Foto: Divulgação

De Fina Estampa (2011) para Amor à Vida, Caio Castro deu a volta ao mundo. Literalmente. O ator, que vive o Michel da trama das 9h, passou por 22 países, numa viagem solitária, que renderá um livro. Na volta ao Brasil, fez seu primeiro filme, Aprendiz de Samurai , de Fernando Meirelles. Em seguida, passou a visitar hospitais e a acompanhar cirurgias para dar vida ao endocrinologista de Amor à Vida, que tem um romance conturbado com Patrícia (Maria Casadevall). “É um prazer contracenar com a Maria, que é uma grande atriz de São Paulo, minha terra também. Os personagens vivem uma história meio de gato e rato. É mais uma relação moderna de que pega, mas não se apega, como dizem”, descreve o ator, de 24 anos, no momento, solteiríssimo.

Na novela, você interpreta um endocrinologista. E, na vida real, quais os cuidados você costuma ter com a sua saúde?
Tenho um cuidado claro com alimentação e faço exercício regularmente. Tem que se cuidar, né?

E como foi a preparação para intepretar o Dr. Michel?
Acompanhei algumas cirurgias de extração de tumores e tal… Até então, eu era paciente, agora é que estou conhecendo o que é ser um médico.

Acha que teria estômago para ser um cirurgião, por exemplo?
Teria. Tanto que, na minha última visita a um hospital, falei: “Se der um tempo, acho que vou fazer medicina, vou começar”. É bastante interessante, sim.

Caio Castro: "Se der tempo, acho que vou fazer medicina"

Caio Castro em Malhação com Sophie Charlotte
Foto: Divulgação/TV Globo

Bem, você começou em Malhação. E está na sua segunda novela das 9. O que mudou de lá para cá?
Em Malhação, era um público adolescente. Na novela das 7, são pessoas de 30, 40 anos, que acompanham e criticam você. A exposição aumenta, o cachê também, mas é tranquilo. Daí, quando chega na das 9, tudo aumenta. E a quantidade de pessoas que falam besteira é impressionante. Então, tem pontos bons e ruins.

Falando em boatos. Diziam que você, por contrato, não poderia assumir um namoro. É verdade?
Teve isso?! Que contrato foi esse que não assinei, né (risos)? Meu contrato é de trabalho.

Antes de começar Amor à Vida, você ficou um ano de folga e viajou muito. Por quantos países passou?
Por 22 países, quase direto. Voltei ao Brasil apenas três vezes.

Sozinho?
Sozinho. A princípio, era para fazer um intercâmbio, mas, aí, um amigo me chamou para ir ao Japão e comecei a viajar assim… Fui indo, indo… Daí, já tinha até gente querendo envolver patrocínio. Mas falei: não vou fazer. Não quero ninguém me pentelhando, dizendo o que tenho de fazer.

Caio Castro: "Se der tempo, acho que vou fazer medicina"

Caio Castro no Japão
Foto: Reprodução

E qual país que você mais curtiu?
Japão. Achei um choque cultural muito grande, foi simplesmente incrível. Pô, cada lugar é um lugar, cada país é uma história.

Passou por algum sufoco?
Passei. Mas acho que foi a melhor coisa que fiz na minha vida. Podia ter feito qualquer faculdade, qualquer curso, mas não, fui viajar. E acho que cresci muito mais.

Mas quanto ao perrengue?
Ah, de lei! Estava viajando sozinho, com uma mochila nas costas, barba e esse cabelo. Aí, falavam: “Pô, o que você quer fazer aqui?” Até desenrolar… Isso na Irlanda, em todos os lugares… Fazia parte da história.

Conta uma experiência marcante?
Tiveram várias. Mas você vai poder ver em meu livro que lançarei neste semestre, contando todas as minhas viagens e tal.

E esse livro já tem nome?
Por Aqui Que Vai Pra Lá. Nele, as melhores histórias e as que mais me marcaram, com certeza, vou contar e colocar fotos também. Será bem legal. A princípio, era um livro apenas de fotografia, depois, rolou uma narração.

Narração sua ou escrita por outra pessoa?
Não, estou escrevendo a punho. Algumas histórias, então, até fiz questão de fazer à mão.

Além da novela, em breve, você também estará nos cinemas, não é?
É, filmei em uma semana o Aprendiz de Samurai (de Stefano Capuzzi). Foi meu primeiro longa, e eu estava buscando isso há uns 3, 4 anos. Há muito tempo queria fazer filmes.

Caio Castro: "Se der tempo, acho que vou fazer medicina"

Caio Castro para o filme Aprendiz de Samurai
Foto: Divulgação

Você contracena com a Sabrina Sato…
É, a Sabrina não é atriz, é apresentadora, mas a gente deu uma atenção especial para ela. E ela tem uma naturalidade impressionante. Foi muito fácil fazer.

Foi publicado que ela estaria doida para dar um beijo técnico.
Isso é marketing dela. Mas, a confiança um no outro era fundamental para o trabalho, foram cenas muito delicadas.

Por que delicadas?
Sabrina, até então, não era atriz, sacou? Então, de repente, fazer uma cena de beijo, de sexo, outra de choro ou de felicidade não é assim, tão simples como parece. Chorar é até mais fácil do que rir. Foi bem delicado para ela no começo. Mas Sabrina se doou muito, ficou muito aberta, a gente conversou bastante. Foi ótimo!

Você está no elenco da novela das 9h, tem um filme para estrear, um livro a ser publicado e tudo isso com apenas 24 anos. Em algum momento, já se pegou deslumbrado?
A maioria, talvez, perderia a cabeça, não sei… Eu venho de uma família boa, meus pais me deram educação suficiente, me trataram com muito amor, me deram sempre a base certa. Não tinha porque mudar. Comecei com 18 anos, já tinha uma cabeça boa, não sei… Sigo o meu coração!