Camila Rodrigues: “Achei que nunca teria coragem para raspar a cabeça!”

A atriz deixou a vaidade de lado para arrasar em 'Os Dez Mandamentos'

Pelo jeito, não foi fácil se tornar a rainha do Nilo. A atriz Camila Rodrigues que o diga… Ela teve de se despedir de suas madeixas para viver Nefertari, que se tornará a esposa do futuro grande faraó Ramsés II, em Os Dez Mandamentos, da Record.

De acordo com a produção da trama, era costume entre os egípcios que, quanto mais alta fosse a posição social de uma mulher, mais curto seria seu cabelo. “Ainda me assusto quando constato no espelho: é verdade, estou careca!”, diverte-se a estrela. Ela conta que o marido, o empresário Roberto Costa, estranhou no início, mas logo se acostumou e aprovou.

Camila estreou na televisão como Mari, uma das marias-breteiras de América (2005). Na Globo, também participou da minissérie Amazônia – de Galvez a Chico Mendes (2007) e das novelas Desejo Proibido (2007) e Malhação (2008).

Seu primeiro trabalho na Record foi como Merabe, em Rei Davi (2012), e no mesmo ano ela ainda participou da minissérie José do Egito.

A seguir a atriz fala de sua personagem na trama bíblica e do desapego necessário para deixar a vaidade de lado e brilhar como uma verdadeira dama egípcia. Confira!

Pode contar um pouco sobre a Nefertari?
Ela é o grande amor dos irmãos Ramsés (Sérgio Marone) e Moisés (Guilherme Winter). Ela ama Moisés, mas não consegue se decidir, porque se você olhar bem são amores diferentes. Ela gosta da companhia do egípcio, ele a diverte, mas é o hebreu que ela enxerga como homem da vida dela.

Por que, então, ela vai optar pelo herdeiro do faraó?
Acho que será uma escolha racional. Ramsés ficará com o trono do Egito, oferecerá a ela conforto e luxo. E o que aconteceria se ela escolhesse Moisés, que acabará virando escravo por ser hebreu? Mal teria um pão para comer.

Pelo visto, Nefertari não é uma mocinha toda romântica de folhetins clássicos, né?
Ela está longe de ser esse tipo de mocinha que fica chorando pelos cantos. É uma personagem forte, a única mulher que vai governar o Egito ao lado do marido. Claro, ela tem um lado frágil, que só aparece quando está com uma amiga, dentro do harém. Diria que é uma mulher inteligente, de atitude, mas também não é uma das personagens mais fáceis de se fazer.

Munir Chatack / Rede Record Munir Chatack / Rede Record

Munir Chatack / Rede Record (/)

O fato de as pessoas já conhecerem o fim dessa história, por ser bíblica, torna o trabalho dos atores mais árduo?
De fato, os telespectadores já conhecem um pouco de cada um desses personagens. Por outro lado, Nefertari aparece em muitas obras históricas e não só na Bíblia. Isso me permite estudá-la mais, mergulhar de cabeça em várias possibilidades e criá-la com uma intensidade muito maior.

Como foi sua preparação?
Eu já havia feito Rei Davi e José do Egito. Ajudou bastante na hora dos workshops, de conversar com os historiadores sobre os costumes da época. Aproveitei também para assistir a todas as obras possíveis e impossíveis sobre a vida de Moisés (risos). Ainda que a Nefertari apareça pouco nesses filmes e séries, foi fundamental compreender a história na hora de estudar o texto e nos trabalhos com os preparadores de atores da Record.

E como reagiu diante da notícia de que teria de cortar o cabelo com máquina zero?
Achei que nunca teria coragem de raspar a cabeça! Parece uma coisa boba, mas só sendo mulher, e tendo que fazer essa loucura, para saber o tamanho do desprendimento necessário para tanto. Quando as pessoas ainda não sabiam que tinha cortado o cabelo por causa da personagem, me olhavam como se eu fosse uma louca. Mas no fim, foi tranquilo. Não chorei nem nada.

Você tem alguma fé?
Acredito em Deus. Venho de uma família em que a maioria é evangélica e gosto desse berço cristão que me orienta desde que nasci. Sempre vou à igreja, mas não sou assídua a ponto de frequentar todos os domingos.

Qual dos dez mandamentos você segue à risca?
Sigo os meus mandamentos. Aproveito bem o livre-arbítrio que Deus nos concedeu para nortear minha vida. Por isso, tento não ir contra os princípios em que fui criada, não desrespeitar ninguém, nunca passar por cima das pessoas. Isso é fundamental, ainda mais hoje em dia. As pessoas estão liberais demais, mas não sabem aproveitar essa liberdade. É preciso rever esses conceitos básicos que são tão importantes!

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