Débora Bloch: “Estou curtindo bastante a minha vida de solteira”

A atriz conta tudo sobre sua personagem em Sete Vidas e revela que o posto de protagonista não a envaidece

E se você pudesse escolher entre uma paixão avassaladora e o homem que tem o perfil dos seus sonhos? Aos 50 anos, a atriz Débora Bloch se prepara para viver esse dilema na pele como a jornalista Lígia, protagonista de Sete Vidas.

Na trama, que entra no lugar de Boogie Oogie a partir de 9 de março, sua personagem se dividirá entre o encantador Vicente, de Ângelo Antônio, e a atração sem precedentes pelo lobo solitário Miguel, de Domingos Montagner. O segundo, aliás, é seu amigo e talismã. Os dois vão repetir a dobradinha de Cordel Encantado (2011), na qual viveram o amor improvável entre a duquesa Úrsula e o cangaceiro Herculano. “A gente se dá bem em cena”, revela Débora, que coleciona papéis marcantes na TV como a doce Clara de Sol de Verão (1982); a divertida Ana Machadão de Cambalacho (1986); e a cômica Verônica de Avenida Brasil (2012).

Agora, entre uma gravação e outra de Sete Vidas, Débora se divide entre a trama e o trabalho como produtora de teatro e os filhos Júlia, de 21 anos, e Hugo, de 17, frutos de seu casamento com Olivier Anquier. Em entrevista à TITITI, a estrela ainda revela que está solteira…por opção! Confira!

Você pode nos contar um pouco sobre a Lígia?
Ela é uma jornalista bem-sucedida, mas desacertada no amor. Ela se encanta pelo Miguel (Montagner), que não consegue se envolver afetivamente com ninguém. E é abandonada por ele. Só que, de repente, ela descobre que ficou grávida desse homem e isso a leva a conhecer um dos meios-irmãos da história, Pedro (Jayme Matarazzo).

E é justamente aí que ela vai acabar se relacionando com outro, certo?
Sim, ela vai se apaixonar pelo pai de criação do menino, Vicente (Ângelo Antônio), um homem desses que não existem na vida real (risos). Um cara perfeito, legal, bom pai, bom marido, ideal para a Lígia. Mas ela ficou com aquela história mal resolvida com o Miguel, né? Não é uma paixão que terminou, foi interrompida. Ele foi embora para a Antártica e depois ela passa a achar que ele morreu.

TV Globo/João Miguel Júnior TV Globo/João Miguel Júnior

TV Globo/João Miguel Júnior (/)

Você e o Domingos são amigos. Isso ajuda a ter química em cena?
Eu adoro trabalhar com o Domingos! A gente se conheceu em Cordel Encantado e ficamos muito amigos. Como somos próximos, sempre ajuda em cena.

A Lígia não tende nem ao drama nem à comédia. É um papel difícil?
Exige um domínio maior como atriz, sim. A simplicidade é algo difícil de atingir. Estamos trabalhando com o lado mais simples da nossa vida nessa novela. Acho que é um exercício bom, mas complicado, que exige concentração, relaxamento.

A novela marca sua volta ao posto de protagonista. Isso a envaidece?
Não, já tenho muito tempo de estrada, gente! Fiz protagonista, coadjuvante, antagonista, drama, comédia, tanta coisa. Todo trabalho, para mim, é a mesma responsabilidade. O importante é contar uma história. Agora, tem um pequeno problema em ser protagonista. Você trabalha mais, né (risos). Quase não tenho folga.

Considera-se, então, versátil?
A tendência é darem para a gente sempre o mesmo tipo de papel. Quando comecei, aos 18 anos, fiz muitas mocinhas. Aí fui para o TV Pirata (humorístico que marcou história na Globo, no final dos anos 80) e as pessoas me perguntavam, “você fazendo humor?”. Quando saí de lá, os comentários mudaram para: “você fazendo drama?”. A gente fica feliz porque quer marcar, mas nunca achei graça em ficar repetindo tipo.

Por que decidiu encarar o desafio em Sete Vidas?
O tema foi o que mais me chamou a atenção quando recebi o convite da autora Lícia Manzo e do diretor Jayme Monjardim. Achei ele muito atual, algo que está acontecendo agora e que ainda é pouco conhecido. Eu mesma, antes de ver o documentário que indicaram para a gente, não tinha ideia que filhos gerados por doação ou compra de sêmen estavam procurando seus meios-irmãos.

Que documentário é esse?
Chama-se Cryol Generation. Mostra 14 meios-irmãos gerados com a compra do mesmo sêmen se encontrando e conhecendo as famílias uns dos outros. O engraçado é que apenas um deles quer conhecer o pai. O documentário mostra que o tema da novela é muito real, não é só ficção.

A novela tem um tom realista. Isso a fez colocar muito de você na Lígia?
Eu me identifico muito com ela. As mulheres da novela são contemporâneas, modernas nas questões afetivas e profissionais. Representam as mulheres da minha geração. Tanto a minha quanto a da Malu Galli (Irene), que faz a minha irmã na trama. Elas deixaram a maternidade de lado (na juventude) em troca de uma carreira, de independência financeira e, de repente, cai a ficha para elas que esse aspecto familiar também é importante.

TV Globo/Divulgação TV Globo/Divulgação

TV Globo/Divulgação (/)

Alguém a inspirou na hora de construir a Lígia?
Minha irmã, Deni Bloch, engravidou naturalmente aos 46 anos. É uma coisa rara e foi sem tratamento. Lembro que, na época, ela não planejava isso. Hoje minha sobrinha tem 2 anos e é a coisa mais fofa do mundo!

A novela fala do desafio de se relacionar com o outro. Você toparia entrar de cabeça em outro casamento?
Ah, fiquei casada tanto tempo! Foram 21 anos, juntando o Olivier Anquier e o Edgar Moura. Aí me separei e estou curtindo bastante minha vida de solteira. Casar de novo? Quem sabe um dia. Nunca digo “dessa água não beberei”, mas não estou pensando nisso agora.

Além de Sete Vidas, tem algum outro projeto em vista?
Quero trabalhar no teatro após a novela. Comprei os direitos de uma autora inglesa, Doris Lessing (vencedora do prêmio Nobel de Literatura em 2007), de contos muito bonitos e interessantes sobre o universo feminino. A peça vai se chamar Hábito de Amar. Avisa aí: estamos em busca de patrocínio (risos)!

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