Durona e muito feminina

Na novela de seu meio-irmão João Emanuel Carneiro, Cláudia Ohana empresta boas doses de sensualidade à caminhoneira Cida

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Claudia Ohana está no ar como Cida na 
novela “A Favorita”, da Globo
Foto: Rafael Campos

De volta ao horário nobre da Globo, a caminhoneira Cida é mais uma personagem atípica de Cláudia Ohana na telinha. É impossível esquecer a vampira roqueira Natasha, de Vamp (1991); a misteriosa Camila, de Fera Ferida (1993), que passava meses a fio dormindo; e a desequilibrada Isabela, de A Próxima Vítima (1995). Mas trabalhar em A Favorita tem um gostinho especial para a atriz, já que o autor da novela, João Emanuel Carneiro, é seu meio-irmão (por parte de pai).

“É um privilégio trabalhar numa novela escrita pelo meu irmão. Vejo A Favorita de uma outra forma. Leio todos os capítulos e assisto diariamente, torcendo para que tudo corra bem”, revela. Empolgadíssima, Cláudia não esconde o carinho que sente por Cida. “Ela é uma mulher solitária, romântica, honesta e carente. A caçula de três irmãs e a única solteira, mas que ainda sonha em um dia se casar. Foi embora de casa porque teve um caso com o cunhado e não queria magoar a irmã”.

E, quando o assunto é traição, Cláudia defende sua personagem: “Existe, sim, uma atração muito forte entre eles, mas ela está rejeitando porque sabe do laço que existe na família. Cida não quer ser culpada pela destruição do casamento da Lorena (Gisele Fróes) e vai resistir ao máximo para não cair em tentação novamente”, garante.

Poderosa

 Para compor a personagem, Cláudia conversou com uma caminhoneira e aprendeu a dirigir caminhão. “Fiz algumas aulas no autódromo de Jacarepaguá (no Rio) e achei fácil. Difícil foi dirigir meu carro depois”, brinca. A musa ainda pegou pesado na musculação e nos exercícios funcionais, para ficar com um braço forte e dar agilidade a Cida. “Ela precisa passar, ao mesmo tempo, força e feminilidade, por isso, estou com esse cabelão, meio leoa (risos), para ficar mais sensual”, conta.

Cláudia também não se descuida da alimentação. “Estou tendo o acompanhamento de uma nutricionista. Como faço muitos exercícios, minha dieta agora é rica em carboidratos e proteínas. Sempre que vou para as gravações, levo minha marmita”, confessa. Em meio a um elenco recheado de grandes estrelas, Cláudia diz que está encantada com a família Copola: “Meu núcleo é maravilhoso, nos entrosamos muito bem. Trabalhar com Tarcísio (Meira), Suzana (Faini), Lília (Cabral)… Nossa, é muito bom. Somos, realmente, uma família. Como diz o João (Emanuel Carneiro), nós, realmente, temos o mesmo DNA”.

Família feliz

 Ter uma família unida e feliz não é mérito apenas de sua personagem. “Minha família é superunida, estamos sempre juntos. Fazemos almoços aos domingos, nos preocupamos uns com os outros… No Natal sempre nos reunimos, até meu ex-marido (o cineasta Ruy Guerra), que é muito meu amigo. Adoro casa cheia!”, admite a bela, que perdeu a mãe muito cedo, mas conseguiu manter a união do clã.

E, pasmem, essa mulher exuberante e sensual já é avó. “A vovó de hoje em dia não é mais aquela velhinha de cabelos brancos, que fazia crochê. Sou uma vovó moderna, que trabalha fora (risos)”, diverte-se. E ela se derrete ao falar do neto, Martin, de 3 anos, que é filho de Dandara, de 24: “Ele é a paixão da minha vida! Amo meu netinho como um filho”.

A atriz deixou o elenco da peça Farsa por causa de A Favorita, mas, assim que a trama chegar ao fim, estará de volta ao teatro. “Tenho o projeto de um monólogo, o Anos 70, em que canto e interpreto. A música está sempre presente na minha vida, não tem jeito”, diz. Direta e sem papas na língua, Cláudia só desconversa quando o assunto é amor. Mas assume que seu coração está batendo acelerado! Vem novidade por aí!!!