Entrevista com Mariana Ximenes

Mariana Ximenes revela o segredo na hora de gravar as cenas sensuais da vedete da trama das 6.

Loira e poderosa
Foto: TV Globo/ Divulgação

No ar em Joia Rara, como a sensual Aurora Lincoln, Mariana Ximenes, 32 anos, foi à fonte buscar inspiração para interpretar uma diva na novela das 6. A bela atravessou o oceano e viajou até Paris.
Mais loira do que nunca, a atriz, que sempre foi uma camaleoa, está aproveitando o look platinado e teve que fazer aulas de canto, dança e francês para arrasar nos palcos do Cabaré Pacheco Leão.

Não satisfeita, a estrela ainda ganhou a bênção de uma das maiores damas do teatro.

Como foi a preparação para você interpretar uma vedete?
Comecei a pesquisar a parte de cabaré. Como Aurora vem de Paris, fui até lá e visitei os cabarés. Nas cenas de dança, criamos tudo como se fosse um espetáculo teatral de verdade.

Você também viajou para Portugal
Sim, mas foi por causa de um festival de cinema para levar o filme Os Penetras. Adoro o país; tenho uma meia-irmã, filha do meu padrasto, que mora em Cascais. A cidade é linda e ainda fui no dia de Santo Antônio. Então, tinha festa, todos na rua, um encanto.

Qual é o maior desafio de Aurora?
Tudo teve dificuldade. Não cantava, não falo francês. Cantar em francês, então… Tive que fazer aulas. Dançar e cantar, ao mesmo tempo, também é complicado. Não sou a Beyoncé. E nem quero ser, não tenho a pretensão de ser cantora. Admiro quem faz esse tipo de show, porque notei o quanto é difícil. Mas tenho uma equipe maravilhosa por trás, que me dá suporte.

Você fez aulas para a personagem. A dança não era presente na sua vida?
Sim, muito! Desde pequena, sempre gostei de dançar. Quando era criança, frequentei o Instituto Klauss Vianna, em São Paulo. Sempre tive interesse.

A Aurora é baseada em alguém?
É importante dizer que nada é uma imitação. Na verdade, pego inspirações. A gente nunca pode se prender a uma pessoa para querer ser ela. Mas tem várias referências: Marilyn Monroe, Brigitte Bardot, Bette Davis, a própria Madonna, que também é um ícone das loiras. Faço uma pesquisa e, dentro de todas essas divas, vou fazendo o que eu acho que é a Aurora.

Mais uma novela de época no currículo. Você gosta do gênero?
Essa época de Joia Rara é linda! O figurino tem um requinte… Amo aquele filme do Woody Allen, Meia-Noite em Paris, em que ele revisita todas as épocas dele. Adoraria passar por isso, sabe?! Poder revisitar os anos, as pessoas que admiro, poder tomar um café (risos). Pesquisar essa época já é revisitá-la, né?! Então, é um barato! É um grande aprendizado também.

Você já teve vários tipos de cabelo. Qual cor de que mais gosta?
Gostei do meu cabelo preto (quando fez Raíssa da novela América, em 2005), agora estou gostando do platinado. Loira, assim como estou, é a primeira vez, então, a gente nunca esquece (risos). Confesso que demorei um pouco para me adaptar. Apesar de ser um visual de época, quem tem esse cabelo acaba ficando moderna também. Mas o lance não é mudar para radicalizar. O grande barato é poder mudar para servir à minha personagem.

Você está tendo algum cuidado especial com o cabelo?
Assim como você cuida da pele, cuida da alimentação, você tem de cuidar do cabelo também. Faço hidratação toda semana. Quando dá, vou ao salão, mas, quando não tenho tempo, faço em casa mesmo, com um kit de tratamento que tenho.

Mudou o seu estilo por causa do visual platinado?
Agora, eu tenho que passar um blush, ter uma boca um pouquinho mais forte, senão fica um visual muito pálido. Gosto de batom alaranjado, adoro vermelho também, uso direto. Já a roupa ainda não parei para pensar muito, não (risos).

Assim como a Aurora, você também tem um lado diva de ser?
Acho que isso tem que baixar quando estou no palco. Estou muito feliz porque tive oportunidade de aprender La Vie en Rose, que é uma das canções que mais amo na vida e que tantas grandes intérpretes já cantaram. Fui assistir a Bibi Ferreira no teatro e chorei, fiquei completamente emocionada. Porque ela está com 91 anos, cantando, deslumbrante e com uma voz linda. Fui pedir a bênção dela para poder cantar Piaf. Não sei se vou cantar bem ou mal, mas não interessa. Fui abençoada por Bibi Ferreira.

Como é fazer as cenas mais sensuais da personagem?
A gente tem que pensar no personagem e se divertir. É uma responsabilidade. Não dá pra pensar muito, ser muito racional. Tem uma hora que você se liberta e deixa aquele momento mágico acontecer.

Acha que ainda possa existir um amor avassalador como o da novela?
Por mais que a gente esteja em 2013, com muita modernidade e tecnologia, prefiro acreditar que pode existir um amor assim. Existem tantas coisas que a gente brinca que só há em novela, mas, na verdade, são inspirações de fatos reais…

Então, você já fez alguma loucura por amor?
Ah, já fiz, mas não vou contar (risos). Largar tudo, a profissão, assim como aconteceu com o personagem do Bruno (Gagliasso, o Franz) na novela, não sei. Tentaria primeiro conciliar.