Entrevista com o ator Alexandre Borges

No ar como Thomaz de Além do Horizonte, Alexandre Borges diz como escolhe seus papéis e filosofa sobre o passar do tempo.

Alexandre Borges
Foto: TV Globo/Divulgação

Para ele não tem tempo ruim. Basta receber o chamado e lá está Alexandre Borges respondendo positivamente à convocação. 
 
Ele é aquele tipo de ator que raramente recusa um papel, pelo contrário, agarra cada oportunidade com unhas e dentes e se joga de cabeça sem saber muito bem no que vai dar.
E, geralmente, o resultado é um sucesso. 
Com o atual trabalho, a novela Além do Horizonte, não foi diferente. Amigo e admirador dos autores, Marcos Bernstein e Carlos Gregório, ele disse “sim” antes mesmo de saber qual personagem estava destinado a interpretar. 
 
Prestes a completar 20 anos na Rede Globo, viu-se diante de um desafio: dar vida ao advogado Thomaz na trama arriscada, que investe em mistérios e aventura numa tentativa ousada de chegar a uma nova linguagem para os folhetins. “O medo é parte do nosso ofício, porque a gente tem que arriscar sempre. Tive em Avenida Brasil (2012) e em Caminho das Índias (2009)”, lembra o ator, que volta a contracenar com Flávia Alessandra, reeditando o famoso par romântico de O Beijo do Vampiro (2002). 
 
Aos 47 anos, casado com a atriz Julia Lemmertz há 20, pai de Miguel, 13, e padrasto da atriz Luiza Lemmertz, 25, o paulista natural de Santos ainda se diverte com o rótulo de galã e garante não se intimidar com o passar do tempo. Veja o bate-papo do astro com MINHA NOVELA!
 
Entrevista com o ator Alexandre Borges

O ator cercado por seus dois amores da vida real: a mulher Julia Lemmertz e o filho Miguel
Foto: TV Globo/Divulgação

 
Ricardo Waddington assinou o núcleo em Avenida Brasil e está novamente à frente em Além do Horizonte. Essa dobradinha é reflexo de um bom trabalho?
Com certeza! Acima de tudo pela confiança e amizade. Não só com o Ricardo mas também com os autores. Estou há 20 anos na Globo e vejo as pessoas crescendo. Já tinha feito cinema com o Marcos e acompanho a carreira do Gregório.
 
Qual o seu critério para aceitar um trabalho?
Eu é que sou escolhido, não escolho nada (risos).
 
Nunca recusa um convite?
É muito difícil. A não ser que exista uma peça que eu queira fazer há muito tempo e que demande viagens. Neste caso, não teria como conciliar mesmo. Mas deixo nas mãos do destino. Acredito que é o personagem quem o escolhe.
 
Mas existem trabalhos que não têm êxito. Não é frustrante ficar fazendo o que não curte?
Você tem que ser profissional. Nesse momento, entra a vocação, o respeito pelo trabalho e pelos colegas. Acho que, mesmo no sucesso, cada dia de uma novela é uma incógnita. Aquilo que era maravilhoso pode ir para o saco. O que não estava tão bom de repente cresce. É preciso ficar atento. Não pode descansar no sucesso nem se abater com as críticas. Até o último capítulo, tudo é realmente possível.
 
O que chamou atenção no Thomaz, seu atual personagem?
Tecnicamente, o fato de ser uma novela que trata de um tema único. Todos estão interligados. Também achei muito interessante a pegada de aventura. Sem falar que os autores são pessoas que admiro, meus amigos. E o Gustavo Fernandez (diretor-geral) é um cara talentoso, que está no pedaço para criar coisas novas. Tudo isso vai aumentando a vontade. Na verdade, aceitei o papel antes mesmo de saber o que iria fazer.
 
Na novela, LC (Antonio Calloni) é questionado por ter abandonado a filha, Lili (Juliana Paiva). E você, qual a sua postura como pai?
Sou um pai liberal, que se amarra quando o filho diz que quer fazer curso de guitarra ou pede para grafitar o quarto. Dou uma liberdade grande, quero vê-lo feliz. Os pais podem ensinar, mas a vida está rolando fora de casa e é importante que o Miguel filtre as coisas para poder se cuidar sozinho. Posso falar e repetir, mas ele é que vai ter que usar o aprendizado. E, sabe, é assim até o final da vida…
 
Por ter um estilo novo, Além do Horizonte tornou-se um risco. Depois de tantos sucessos, não tem medo de fazer um trabalho que possa naufragar?
Acho que essa novela tem os mesmos ingredientes de outras bem-sucedidas: amor, carinho, romance, humor, aventura e ousadia. São temperos tradicionais de uma trama, só que aplicados em um tema moderno. O negócio é se arriscar, sair do conforto. Fracasso ou sucesso, a gente não tem como prever.
 
Você já foi par romântico de Flávia Alessandra. Como está sendo esse reencontro?
Maravilhoso! Estamos amadurecidos. Estou feliz de estar trabalhando com ela. Amizade traz intimidade, é bom para as cenas.

 
Você ainda disputa o título de galã. Lida bem com o passar do tempo?
A idade não me assusta. Outro dia, li uma frase interessante: “Jovem é quando você corre em direção à morte. Velho é quando você foge dela”. É uma piada que faz todo sentido em relação à alegoria da vida.
 
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