Entrevista com Vanessa Giácomo, a perversa Aline de Amor à Vida

Acostumada a fazer mocinhas, Vanessa Giácomo arrepia o público com a sua primeira vilã, a Aline de Amor à Vida.

A vilã mais odiada do Brasil
Foto: TV Globo/Divulgação

Geralmente tímida e discreta na vida pessoal e acostumada a interpretar as mocinhas nas novelas – até então só tinha feito uma personagem de caráter duvidoso (a Celeste de Morde & Assopra, 2011) –, Vanessa Giácomo surpreendeu com a sua Aline de Amor à Vida.
 
Ela surgiu como um furacão e viu seu papel crescer a cada capítulo em maldade e sensualidade. Um desafio e tanto para a menina que saiu de Volta Redonda, região do Vale do Paraíba, no sul fluminense, para dar vida à romântica Zuca, protagonista de Cabocla (2004), sua premiada estreia na TV e na Globo.
 
Desde então, ela casou (com o ator Daniel de Oliveira), teve dois filhos, Raul, de 5 anos, e Moisés, de 3, se separou e assumiu papéis cada vez mais maduros e desafiantes.
 
E agora desperta o ódio do telespectador na trama de Walcyr Carrasco, destilando talento com sua cara de anjo, corpo de sereia e veneno de escorpião.
 
A Aline é um desafio?
É, sim! Estava mais acostumada a interpretar as boazinhas e contidas. Aline é vilã, mau-caráter, não presta mesmo. Mas é bom quando você tem a chance de interpretar papéis tão diferentes. Acho que uma bela mudança foi a Malvina de Gabriela (2012), que era revolucionária e totalmente à frente de seu tempo.
 
A Celeste de Morde & Assopra não prestava, mas a Aline é…
Pior, ela não é apenas malvada, é também sensual. Isso é o mais difícil para mim. Há quem não se importe com cenas em que é preciso mostrar o corpo, eu não. Sofro muito quando tenho que filmar de calcinha e sutiã.
 
É um processo de amadurecimento?
Certamente. Tenho feito personagens cada vez mais interessantes e trabalhado com autores e diretores geniais. Agradeço a Deus, porque é uma questão de sorte você ser escalado, reconhecido. Há tantas pessoas maravilhosas que não estão trabalhando… Então, eu me manter na minha profissão é algo que me deixa feliz.
 
Almeja fazer algum personagem?
Muitos ainda, mas nada específico. Gosto de ter o prazer de receber um texto e descobrir aquele personagem que está descrito ali. Tem um frescor nele. Não curto ficar supondo aquilo que vou fazer. Prefiro viver o presente. Não sou muito de sonhar, não.
 
Sua carreira tem muito a “tinta” de Walcyr Carrasco, não é?
Pois é, além de Amor à Vida, teve Caras & Bocas (2009), Morde & Assopra, Gabriela (2012). Gosto muito dele como autor. Acho contemporâneo, ligado ao que acontece e que sabe fazer um formato televisivo que é único. Além disso, é uma pessoa que escuta a opinião dos outros, vem para a ilha de edição saber o que está sendo feito. Ele participa muito e acho que isso faz toda a diferença.
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