Famosas apoiam vítimas que foram abusadas sexualmente por João de Deus

Camila Pitanga, Nanda Costa e Leandra Leal são alguns dos nomes que surgiram em apoio às mulheres abusadas.

Após quatro mulheres revelarem sofrer abuso sexual pelo médium João de Deus, algumas famosas começaram a usar suas redes sociais para falar sobre o assunto e dar suporte às vítimas.

Bruna Linzmeyer publicou no seu Instagram uma foto do suposto curador espiritual e falou abertamente sobre o fato de ainda culparem as vítimas pelos abusos. “Até hoje, 330 mulheres se uniram para denunciar o mesmo homem. Por assédio, estupro, pedofilia, incesto praticados há décadas. Décadas em que cada uma delas silenciou, foi desacreditada ou ameaçada de morte. Estas 330 mulheres não são loucas, mentirosas, invejosas. Elas são vítimas”, escreveu a atriz.

Outro nome também conhecido e que usou sua influência digital para trazer visibilidade para o caso foi Fernanda Lima. A apresentadora usou a foto com a frase “Ninguém solta a mão de ninguém”, que surgiu após a eleição de Jair Bolsonaro e representa resistência.

Ela também aproveitou a legenda do clique para afirmar os princípios de sororidade – o ato de uma mulher apoiar suas semelhantes – e retomou o que disse no palco do programa “Amor & Sexo” recentemente. “Por isso, precisamos segurar a mão uma das outras e nos apoiar. Juntas, vamos denunciar, exigir justiça e assim sabotar as engrenagens do sistema de opressão machista e misógino”, afirmou. 

Com a popularidade do caso, mais celebridades separaram um espaço no feed do Instagram para se posicionar claramente sobre o assunto. Veja quais foram elas:

Oprah Winfrey

Xuxa Meneghel

Camila Pitanga

Débora Nascimento

Bruna Linzmeyer

Kéfera Buchmann

https://www.instagram.com/p/BrQ-vRvHr31/

Nanda Costa

Leandra Leal

Alessandra Negrini

https://www.instagram.com/p/BrVQR2jnjVq/

Débora Falabella

Nathália Dill

Maria Ribeiro

Marina Moschen

Maria Casadevall

https://www.instagram.com/p/BrVIIK2hcZh/

Alice Wegmann

Letícia Colin

Cláudia Abreu

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Nem sei por onde começar. Sempre fui arredia às redes sociais, não tenho o hábito de postar muito sobre a minha vida cotidiana, nem de me posicionar sobre tudo a todo momento. Mas não posso deixar de falar sobre assédio. Demorei um tempo pra digerir a decepção que tive com João de Deus. Fui à Abadiânia duas vezes, fui bem recebida por ele, por sua família e sua equipe. Nunca fui totalmente crédula, mas como presenciei cirurgias feitas diante de todos, com cortes feitos na hora e sem dor, foi difícil não acreditar em algum poder mediúnico. Mesmo assim, é preciso estar sempre alerta aos sinais da sua intuição. Pessoas famosas eram sempre chamadas pra segurar os instrumentos das cirurgias diante de uma multidão. Fui convidada duas vezes e fui contrariada, pois era delicado dizer não. Lá ficávamos todos vulneráveis. Ao mesmo tempo, isso me obrigava a legitimar alguém que eu mal conhecia. Refletindo sobre esse meu desconforto, pensei nas inúmeras mulheres fragilizadas que foram convidadas a ir pra uma sala fechada e também foram obrigadas a fazer algo que não queriam. Levei minha filha, então com treze anos, e não me canso de pensar que poderíamos ter sido vítimas também, caso eu não fosse conhecida. Isso me estarreceu. Porque isso toca num lugar muito mais profundo, que é a descrença no ser humano, na bondade, na caridade. Muito triste.

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