Ísis Valverde conta tudo sobre sua nova paixão: a fotografia

Como Antônia, Isis Valverde descobre o prazer de fotografar e conta suas aventuras clicando pelas locações de Amores Roubados

“O que me trouxe algo de bom foi a minha carreira; não a fama. Esta não é algo que eu tenha procurado”
Foto: TV Globo/Divulgação

Acostumada a ficar sob a mira das lentes dos fotógrafos desde que revelou seu rosto em sua estreia na TV, como Ana do Véu de Sinhá Moça (2006), Isis Valverde agora experimenta o outro lado. Para viver Antônia, em Amores Roubados, ela fez laboratório de fotografia e a atividade se estendeu à prática em campo. 
 
Disfarçada, ela registrou o cotidiano de pessoas das regiões de Petrolina, em Pernambuco, e Paulo Afonso, na Bahia, onde a minissérie foi gravada e onde os atores permaneceram por três meses. Foi nessa época, com a intensa convivência do elenco, que surgiram boatos de que Cauã Reymond, que vive o protagonista Leandro, teria se envolvido com Isis e posto fim ao seu casamento com Grazi Massafera.
 
Fato nunca assumido por ambos. “Não houve fofoca a esse respeito por lá. E o que tinha para falar dessa história já foi dito. Não vale a pena repetir. O elenco é muito unido e todos se respeitam. Moramos três meses juntos, o que gerou intimidade e belas amizades”, garante a estrela, minimizando a polêmica. 
 
Para todos os efeitos, ela está oficialmente solteira, embora o jornal carioca O Dia tenha noticiado que, durante o Réveillon em St. Barth, no Caribe, a atriz tenha sido vista aos beijos com um rapaz. 
 
Isis não assumiu nenhum relacionamento sério desde que terminou com o produtor Tom Rezende, no fim de outubro do ano passado. “Disseram que eu estava triste, mas me sinto muito feliz. Estou realizada e pronta para novos projetos, como rodar o filme Divã 2”, contou, citando a continuação do sucesso estrelado por Lilia Cabral, em 2009.
 
Como foi a experiência como fotógrafa?
Eu me apaixonei pela arte. Agora, vivo fazendo cliques e colocando o resultado na minha página no Instagram. Durante a temporada que passamos no Nordeste, colocava um boné e andava pela cidade fotografando. Dizia que era para o jornal local e as pessoas não me reconheciam. Acredita?! Quer dizer, raramente, porque quando sacavam, eu tinha que sair correndo (risos). Fiz laboratório com o fotógrafo Rodrigo Lopes, no Rio.
 
Aconteceu alguma situação curiosa nessas voltas com a máquina na mão?
Teve. A mãe de uma menina brigou muito comigo, até me xingou (risos). Era um lugar muito pobre e a garota estava de calcinha, devia ter entre 1 e 2 anos. Essa senhora estava ao lado, costurando, achei aquela cena boa e já mirei a câmera, sem pensar. A mulher veio gritando, brava, que não podia bater a foto. Pedi desculpas e disse que estava fazendo um registro para o jornal. Não adiantou. Concordei, é claro, e percebi que tinha virado um paparazzo. Depois desse episódio, senti que estava invadindo a intimidade das pessoas, então, comecei a pedir antes de clicar.
 
Que tal estar do outro lado?
Achei legal, principalmente por poder respeitar o limite das pessoas. Uma vez que passei a pedir autorização para fazer o registro, senti que ficou mais fácil entrar nos lugares e fotografar.
 
Os paparazzi já ultrapassaram o seu limite?
Acho que sim, mas não só o meu, como também o de outros artistas. Mas sabe, isso depende de cada pessoa e do profissional em questão. Tem gente que sabe o limite do outro e o contrário também é verdadeiro. Os dois lados vão aprendendo. Aprendi bastante depois de levar essa sacudida de uma senhora, numa ação que fiz na maior ingenuidade, não fui na malícia.
 
As pessoas não a reconheceram em lugar nenhum?
Em Paulo Afonso, foi uma loucura! Os fãs chegavam às 6 h e ficavam gritando até as 21 h. Só paravam quando a gente aparecia. Tinha que sair e falar. Eu ficava meio receosa, porque sou miúda, qualquer sacudida já me machuca. O pior que me aconteceu foi um puxão de cabelo que uma menina me deu, no desespero de querer pôr a mão em mim. Vi que ela começou a chorar. Então, já dentro do hotel, fiz uma foto com ela.
 
O que há em comum entre você e Antônia?
Antônia possuiu um lado moleca que eu tenho pra caramba. No começo da trama, ela faz bungee jumping (saltar presa por um elástico) na ponte de Paulo Afonso. Queria muito, mas o diretor não deixou. Meus colegas começaram a dizer que eu podia arrebentar uma veia da cabeça ou desmaiar, de pilha. Dizem que tem que fazer exame antes. No final, só desci de guincho para gravar um close da cena. A dublê pulou e fiquei arrasada…
 
E como foi voltar a trabalhar com Patrícia Pillar?
Ela fez Sinhá Moça comigo e eu estava no papel que foi dela na primeira versão da novela (em 1986). Durante a preparação de mãe e filha para Amores Roubados, já estávamos tão próximas, que fomos dispensadas dessa etapa. Esse é o tamanho do carinho de uma pela outra. Estar ao lado dessa grande atriz, que admiro desde novinha, é um sonho.
Ísis Valverde conta tudo sobre sua nova paixão: a fotografia

Dira Paes, Cauã Reymond e Patrícia Pillar
Foto: TV Globo/Divulgação

A fama trouxe algo de bom?
Na realidade, o que me trouxe algo de bom foi minha carreira; não a fama. Esta não é algo que eu tenha procurado. O que busquei foi atuar e poder viver da profissão. Meu pai só me deixaria ser atriz se eu pudesse me manter financeiramente, do contrário, voltaria para casa e estudaria medicina. Deu certo, graças a Deus!

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