Jayme Monjardim fala de ‘Maysa’

Ele conta como foi produzir a minissérie sobre a mãe e revela: "Agora, vou chorar por 15 dias!"

O diretor (no detalhe, ainda criança, com
a mãe) garante que não tem recordações
ruins de Maysa, embora a relação com ela
tenha sido sempre conturbada
Fotos: Divulgação Rede Globo

Confira quem é quem na minissérie

Após um dia de gravação, Jayme Monjardim sentou-se à mesa para almoçar com Larissa Maciel, caracterizada como Maysa; Eduardo Sermejian, que dá vida ao seu pai, André Matarazzo; e com os seus filhos na vida real: Jayminho e André Matarazzo. “Foi como se almoçasse com a família. Imagina como deve ser essa emoção?”, questionou-se Manoel Carlos, autor de ‘Maysa – Quando Fala o Coração’. E ele tem razão: emoção não faltou. Da escolha da protagonista à participação dos filhos. Jayme sabe da responsabilidade em envolver a família, mas acredita que isso dá peso à minissérie. O que não quer dizer que ele esteja cem por cento seguro. “É assustador! Não é uma psicanálise, porque sou resolvido, mas é uma exposição que nunca tive”, diz. E sua esposa, Tânia Mara, completa: “Ele prometeu que chorará quando tudo acabar. É ruim segurar tanta emoção assim”.

Franqueza

“Não conseguiria fazer antes. Não estava preparado emocionalmente nem profissionalmente. Teria feito algo infantil. Passei por muitos trabalhos que me prepararam para estar aqui hoje. Maysa expressa a consistência como diretor.” Demais “O Maneco (o autor Manoel Carlos) sugeriu que meus filhos me interpretassem, mas eu não estava convencido. Aí, eles fizeram testes e foi bárbaro. É um momento único.” Meu mundo caiu “O pior dia da gravação foi o acidente que a matou. Foi impactante e difícil de fazer. Já a cena de que mais gosto é a que a Maysa faz as pazes com o filho.”

Sem mágoas

“Sou bem resolvido com ela. Passei por momentos difíceis, mas Maysa vivenciou outros cem milhões de vezes piores. E a gente se resolveu depois. Não guardo lembranças ruins. Por mais que tenha tristezas, o que me ficou foi a imagem de uma mulher que lutou para ser feliz.” 

Adeus

“As pessoas me conhecem como diretor, mas agora vão ver as minhas fragilidades. Confesso que não sei como eu vou conviver com isso. Até agora, estou concentrando no trabalho e não dou espaço para mim. Tanto que, com o fim da minissérie, vou viajar. Aí, sim, vou arejar, chorar 15 dias seguidos e estará tudo bem!”

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