João Baldasserini: “Atuar me ajuda a ter um olhar não julgador”

Vivendo o divertido Agnaldo da novela global Pega Pega, o ator observa que exercita tanto sua empatia como sua vaidade.

Há quem enxergue o ofício de ator como um exercício de ego. Mas João Baldasserini, 33 anos, o vê como uma chance de ter maior compreensão do outro. “Acho bom quando encontro pessoas autênticas e que bancam ser quem são”, diz ao ser perguntado sobre questões de gênero na beleza, justificando o pensamento com o fato de ter empatia, algo que relaciona à profissão. “Ser ator me ajuda a ter um olhar não julgador.” Mas isso não o impede de ponderar e desejar que seu personagem em Pega Pega não se safe do assalto no qual se envolveu e que agita a trama. “Ele é um cara bom, mas, diante da impunidade no país, gostaria que sofresse as consequências.” Discurso bem alinhado com o seu papel em Polícia Federal, filme sobre a Operação Lava Jato.

Quando você resolveu que seria ator? Comecei a fazer teatro na adolescência, como um hobby, porque era inseguro e ansioso. Aos poucos, descobri que atuar era prazeroso. Então, fiz um curso técnico de interpretação em Indaiatuba, no interior de São Paulo, onde morava à época, e, seguindo o conselho da minha mãe, fui tentar a carreira na capital, em 2005. Fiz parte de alguns grupos teatrais, como Os Satyros, e logo passei no teste do filme Linha de Passe (2008). Depois, não parei mais. Mas confesso que a ficha demorou para cair sobre o fato de que estava vivendo daquilo que mais me fazia feliz no mundo.

Em trabalhos recentes, você usou o cabelo enrolado. Mas agora, em Pega Pega, está com o fios lisos. Como foi essa mudança? O cabelo liso, impecável e com topete foi uma ideia que veio da equipe de caracterização da novela e eu achei que combinava com esse universo da hotelaria, do qual meu personagem faz parte. Para chegar a esse visual, tive que fazer uma escova progressiva, o que exige hidratações com frequência.

Você é vaidoso? O que acha, por exemplo, de homens que usam maquiagem? Eu uso em gravações. Fora isso, cara limpa. Mas não tenho preconceito. Se um cara quer usar para ir a uma festa, ótimo. Acho muito bom quando encontro pessoas autênticas e que bancam ser quem são de verdade. Tenho empatia e relaciono isso à minha profissão. Ser ator me ajuda a ter um olhar não julgador.

E roupas? Você compra muito? Tenho ganhado muita coisa por causa do meu trabalho. Já fiz parcerias com algumas marcas e outras me mandam peças de presente. Isso acabou dando um upgrade nos meus looks. Antes só usava calça jeans e camiseta. Agora, coloco uma jaqueta e uma bota mais bacanas e até arrisco alguns acessórios, como pulseiras.

Você também está atualmente no filme Polícia Federal – A Lei É para Todos, sobre a Operação Lava Jato. Como foi fazê-lo? Entendo a polêmica em cima do filme porque ele cita nomes, empresas e partidos reais. Mas me interessei por ser um roteiro apartidário, diferentemente do que foi dito. Meu personagem é um policial federal inspirado no delegado Maurício Moscardi, um dos nomes importantes da força-tarefa.

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