Klebber Toledo: “É preciso coragem para demonstrar sentimentos”

Prestes a voltar ao ar em A Fórmula, o ator falou sobre trabalho, seu noivado com Camila Queiroz e o lançamento de sua linha de cosméticos masculinos.

O jeito de bom moço não engana: Klebber Toledo é mesmo assim. Um cara do interior, família e romântico declarado, que não perde a oportunidade de dizer o quanto isso é importante. “Não é algo bobo. É preciso muita atitude e coragem para demonstrar sentimentos”, afirma ele, que acaba de ficar noivo da atriz Camila Queiroz. Aos 31 anos, Toledo já trabalha como ator há uma década e, neste mês, volta à TV na série global A Fórmula, na pele do estudante sonhador Ricardo (que na segunda fase da trama será vivido por Fábio Assunção). Além dos trabalhos na televisão e no cinema, ele ainda toca uma produtora, a 13h Productions, e desenvolve projetos off mundo artístico, como a linha de cosméticos masculinos que lança também agora com a Dermage, uma parceria que tem a ver com outra característica sua: ele é ainda um cara vaidoso, saudavelmente preocupado com cuidados estéticos.

É um desafio ser assumidamente romântico hoje em dia?

O mundo está ficando banal e gestos simples e de carinho acabam perdendo valor. Mas não acho que seja um desafio porque isso é algo que vem de dentro de mim. A maioria das pessoas trata o romantismo como algo bobo, mas não é nada disso. Na verdade, é preciso ter muita atitude e coragem para demonstrar os sentimentos.

E o que você faz para demonstrar os seus?

Não é preciso muito. Acordar, dar bom dia e perguntar se a pessoa está bem já é um ato nesse sentido. Sou extremamente atencioso com tudo e estou sempre disposto a ajudar. Para mim, o principal é estar presente na vida das pessoas que eu amo em todos os momentos: nas horas boas e essencialmente nas horas ruins. Talvez isso se ligue ao fato de eu ter nascido e crescido numa cidade do interior, Bom Jesus dos Perdões, em São Paulo.

O que mais há de uma cidade do interior em sua personalidade?

Sou de papo fácil. Se eu estiver conversando com alguém interessante, fico ali por horas, se eu puder. Na minha cidade, todos passavam a tarde toda na praça, jogando conversa fora. Outro ponto é o fato de eu estar com o meu coração sempre aberto e não me fechar às pessoas.

 

Quanto aos seus personagens, até que ponto você se deixa influenciar por eles?

Faço dessas relações aprendizados. Cada personagem ensina muito para o ator, assim como o ator ensina para o personagem. É uma troca porque os dois vão contar uma história juntos. Mas minha preocupação não é só com o que eu vou aprender mas também em como vou impactar as pessoas. Quero usar o meu trabalho para levar mensagens importantes adiante.

Que mensagem que passou até agora você considera a mais especial?

Ter feito o Leonardo, de Império (2014), foi bem desafiador. Acredito que ele gerou alguma inquietação na sociedade. Com um único personagem, falei sobre homossexualidade, depressão e preconceito, entre outras coisas.

Você ainda pratica esportes (Toledo chegou a jogar vôlei profissionalmente antes de ser ator)?

Amo esportes. Ainda jogo vôlei quando dá, surfo, luto boxe e corro.

E também cuida da beleza.

Me preocupo com isso. Passo protetor solar diariamente e reforço a dose quando sei que vou tomar sol. Não tenho muito o costume de passar cremes, mas se eu gosto de um não vejo o menor problema em usar. Há uma mudança social no ar que acaba influenciando os homens nisso. Com o feminismo em pauta, o machismo perde força e isso abre espaço para que mais homens se permitam ter contato com cuidados estéticos. Em breve, por exemplo, vou lançar, em parceria com a Dermage, uma linha de cosméticos masculinos.

Com moda, você se importa?

Eu gosto de moda, mas não sou de usar roupas ou combinações extravagantes. Sou prático e, quando preciso de algo especial, prezo por um bom corte.