Leonardo: “Só durmo pelado, faz bem pra saúde!”

Sempre irreverente, o cantor fala de como se mantém em forma, de beleza, assédio, idade, e do DVD Cabaré

Comemorando 30 anos de uma carreira muito bem sucedida e em nova gravadora, a Sony Music, Leonardo gravou um DVD, Cabaré, junto com o amigo Eduardo Costa. Deu muito certo, tanto que vendeu 350 mil cópias em dois meses.

No camarim do Citibank Hall, em São Paulo, onde a dupla se apresentou nos dias 6 e 7 de março, com ingressos esgotados, Leonardo deu uma entrevista exclusiva à TITITI falando de seu novo trabalho e da vida. Acompanhe, pois está incrível, cheia de revelações muito interessantes e divertidas, claro!

Esse Cabaré tem deixado você bem animadinho, não?
O Cabaré é um projeto eterno, eu e o Eduardo não pretendemos tirá-lo da nossa carreira. A cada dois anos, vamos gravar um novo Cabaré, já temos até o repertório para o próximo e se houver alguma participação especial, será a de Amado Batista.

Como escolheram o título?
Na verdade, pensamos em Leonardo e Eduardo Costa cantam na zona ou no p……., mas esse título realmente não ia ficar bom…(risos), nos decidimos, então, por Cabaré, já que costumávamos falar em nossos shows ‘pega fogo cabaré!’! Além disso, o Eduardo começou cantando em um e eu há pouco tempo também fiz um show num lugar desses.

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Como foi a escolha do repertório final? O Eduardo contou que vocês dois fizeram tudo brincando e com muito prazer.
Numa noite fui até a casa do Eduardo, que é meu vizinho, e comendo bolo e tomando café começamos ver o DVD dele. Eu não queria beber, pois no dia seguinte iria gravar o Domingão do Faustão. Mas, lá pelas tantas, ele pegou o violão e nós começamos a cantar Vestido de Seda. Não aguentei mais e mandei descer a ‘marvada’ e foi aí que o trem pegou. Voltei para casa às 7 da manhã, só na cantoria.

Esse clima descontraído transparece no show!
No dia da gravação do DVD, pensamos que não poderíamos fazer o show sóbrios, pois o que estava dando certo, até então, era em meio à ‘marvada’ e foi isso que aconteceu. Fizemos o show tomando umas e descontraídos, rimos, falamos bobagens, contamos piadas, tudo improvisado como num cabaré.

Não rolou preocupação ou disputa sobre quem faria a primeira voz?
Eduardo faz a primeira voz maravilhosamente bem e nesse projeto encarou a segunda com perfeição. Estamos acostumados a cantar em casa e o povo gosta da nossa cantoria. Formamos uma dupla cheia de humildade e não tem essa de eu cantar a primeira e ele a segunda ou vice-versa.

Então rola uma parceria e cumplicidade muito legal, não?
Gravamos esse projeto sem pretensões, porque gostamos de cantar essas modas. A gravadora apostou no nosso trabalho e custeou as despesas. Achei que seria um belo resultado, mas não esperava que fosse esse sucesso todo, na boca do povo.

Ainda bate saudade de seu irmão Leandro (falecido em 1998)?
Sabe, quando estamos no palco, muitas vezes me vem a lembrança do Leandro ali, no lugar do Eduardo, e eu me seguro bastante. É difícil não me lembrar dele, que esteve ao meu lado durante tantos anos. Nesse momento vejo a falta que ele ainda me faz e a importância que tinha na minha vida, tanto profissional como pessoal. É muito gostoso cantar em dueto, estou matando a saudade e agradeço a Deus por isso.

Você chegou a anunciar que aos poucos iria parar de cantar, mas sua agenda de shows para 2015 está lotada!
Este ano será de trabalho dobrado. Penso até em levar minha mulher (Poliana) para os nossos shows, assim ela não vai me estranhar quando eu chegar em casa (risos). Tenho banda, produção e muitas famílias que dependem de mim. E mais, o Cabaré não é só trabalho, significa lazer, pois cantar neste show é muito gostoso.

Vocês são muito assediados, quem já conquistou mais mulheres, você ou Eduardo?
Posso dizer que eu bebi mais pinga e o Eduardo já pegou mais ‘muié’! (Risos)

Mas sua fama de mulherengo ainda persiste!
Mulherengo, que nada! Agora fico até um tanto constrangido quando sou paquerado. Estou super comportado (risos). A vida vai trazendo mais responsabilidades. Hoje em dia, além de artista, sou empresário e isso muda bastante as coisas!

Como se sente aos 51 anos?
O tempo passa, mas eu me sinto em forma, corro todos os dias 10 km na esteira, treino na bicicleta, e sempre que posso bato uma bolinha, jogo futevôlei com meus filhos e com os amigos pra queimar as calorias. Gosto de comer bem e se percebo que exagerei, aumento o tempo da corrida. Sou um cinquentão que nunca teve nem dor de cabeça. Só durmo pelado, faz bem pra saúde!

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Faria cirurgia plástica?
Não, tenho medo de injeção (risos)! Só me submeteria a uma cirurgia se fosse por algum problema de saúde, por estética não mesmo!

Lida bem com a idade?
Não tenho medo de envelhecer, sou eterno sedutor! Essa é a lei natural da vida. E depois, vou continuar de bem com o mundo, bem humorado e seduzindo a vida e as pessoas (risos).

Você já passou por grandes dificuldades até se firmar como grande artista, tem algum lema de vida?
Se o destino (ou a sorte) não bater à sua porta, arrombe e vá em frente!