Lica Oliveira, uma atriz por acaso

Depois de brilhar na seleção brasileira de vôlei, Lica Oliveira, a Edite de "Viver a Vida", que se firmar na carreira artística

Lica Oliveira
Foto: César França

Lica Oliveira, que faz Edite em Viver a Vida, pode se considerar uma pessoa de sorte. Ela faz parte de um grupo de privilegiados que estavam no lugar certo, na hora certa. 

Atleta profissional, Lica já deu muitas alegrias ao Brasil, brilhando nas quadras de vôlei mundo afora. Paraticipou das Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, e na de Seul, em 1988. Essa carioca, de 45 anos, jogou por mais de 20 anos, sendo dez deles vestindo a camisa da seleção brasileira. Mas sabia que a vida de uma atleta é curta. “Sempre vislumbrei uma segunda carreira, por isso me formei em jornalismo. A minha intenção era trabalhar em telejornalismo quando parasse de jogar profissionalmente. Em 1995, decidi fazer teatro sem pretensão de ser atriz. Era para ter uma postura diante da câmera, para ser mais desinibida”, conta. Só que o destino desviou o curso de Lica, que viu seu leque de possibilidades se abrir ainda mais. “Fui à TV Brasil, na época TV Educativa, e na Globo para fazer pesquisas para a faculdade. Uma produtora de elenco cruzou comigo e me abordou dizendo que estava esperando uma atriz que tinha o meu biótipo, que não aparecera para um teste”, relembra. Sorte dela. “Quando soube que eu fazia teatro, ela me convidou para o teste para integrar a Oficina de Atores da Globo. Passei e não parei mais. Quero seguir em frente e me aprimorar”, afirma.

Em 2003, a carioca Lica estreou na telinha em Mulheres Apaixonadas, no papel da professora Adelaide. Também fez uma pequena participação em América (2005) e no seriado Minha Nada Mole Vida, além de pequenos papéis na Record. Mas é Edite que está deixando a atriz radiante de felicidade. “Estou completamente apaixonada por esse trabalho. Fiquei muito contente de ter essa oportunidade como atriz, depois de uma idade avançada, embora saiba que tenho muito a gramar”, brinca a bela, que abre um sorrisão na hora de falar da sua grande paixão: o filho único, Tobias, de 10 anos. “Ele é o grande amor da minha vida! Apesar da pouca idade, Tobias é muito companheiro e carinhoso. Meu objetivo era ter dois filhos, mas protelei muito por causa do esporte. Foi durante os quatro anos que morei na Itália, por causa do vôlei, que o meu filho nasceu. Posso garantir que, assim como a Edite, sou muito mãezona”, afirma, com muito orgulho