Luana Piovani: “Trabalhar com Silvio de Abreu é uma virada na minha vida”

Com um filho de 7 meses, Dom, a atriz comemora a volta às novelas após jejum de 13 anos

Luana Piovani comemora a volta às novelas ao lado dos ídolos Sílvio Abreu e Irene Ravache
Foto: TV Globo/Divulgação

Com um corpo escultural, é difícil acreditar que, há sete meses, Luana Piovani estava dando à luz Dom, seu primeiro filho, fruto do relacionamento com o surfista Pedro Scooby. Aos 36 anos, a atriz está voltando às novelas, após 13 anos de jejum, justamente em um momento em que toda mãe quer ficar com a cria.

Mas, para ela, o convite de Silvio de Abreu para integrar o elenco de Guerra dos Sexos foi irrecusável. “Eu era menina em Jaboticabal (município de São Paulo) e via novela numa televisão pequenininha, dentro de uma casa de quatro cômodos. Trabalhar com o Silvio é uma virada grande na minha vida”, afirma a paulista.

Como está sendo a sua volta às novelas?
Está sendo muito bom. Eu me sinto muito lisonjeada de participar desse trabalho. Assisti à novela original e amava. Parava a minha vida para sentar ao lado da minha mãe e assistir a Guerra dos Sexos. E é de uma sorte tão grande fazer o braço direito da Charlô, sendo que ela é interpretada pela Irene Ravache, a minha musa. Quando crescer, quero ser a Irene. Estou muito feliz!

A última trama de que você participou foi Suave Veneno (1999). O que a fez aceitar esse convite depois de 13 anos sem atuar em novelas?
Foi a trinca Jorge Fernando (diretor-geral), Silvio de Abreu (autor) e Irene Ravache. A responsabilidade é única e exclusiva deles. Era impossível não estar na novela.

Depois de Guerra dos Sexos, você pretende fazer mais novelas?
Talvez, sim! O que acontece é que eu prezo muito a minha liberdade, porque gosto muito de produzir teatro. Mas, talvez, dê para conciliar. Não sei… Só sei que estou feliz fazendo esta. Não sei nada sobre o futuro, mas, talvez, faça com mais frequência.

O seu filho, Dom, está com 7 meses. É complicado conciliar o trabalho na TV, tendo um bebê em casa?
É mais difícil, sim! Mas a verdade é que a gente se adapta a tudo na vida. Principalmente porque eles (da equipe da novela) foram muito generosos comigo e me ajudaram no esquema. Comecei a gravar dois meses após todo o elenco. O Dom tem um camarim só para ele, e trago a babá comigo. Então, tem todo um sistema montado para eu trabalhar.

Toda mulher diz que a maternidade transforma. Você mudou com ela?
O que me transformou? Acho que, no geral, eu me transformei numa pessoa melhor. Mas o que sinto que mudou realmente, e que fez grande diferença, é que tudo simplificou na minha vida. Hoje, para mim, problema é doença, apenas. O resto não, tudo a gente consegue resolver, seja conversando, organizando, dividindo, multiplicando. Nada mais é estresse, chato, complicado ou problemático.

E você pretende ter mais filhos?
Claro! Espero ter mais dois. Estou na linha da Glorinha (Pires, que é mãe de quatro filhos).

Você usa muito o Twitter para expressar o que pensa…
Geralmente! Acho que cada um tem que fazer o que acha que é certo. Cuido da minha vida e faço o que acho que é certo para mim. Mas não me sinto apta para dar palpite na vida dos outros.