Manoel Carlos faz um balanço final de Viver a Vida

O autor comenta a novela, que termina no próximo dia 14, e rebate as críticas

Manoel Carlos faz um balanço final de Viver a Vida

O autor faz uma análise da própria obra
Foto: Ricardo Fasanello

Prestes a colocar o ponto final em Viver a Vida, Manoel Carlos avalia sua obra, cujo último capítulo vai ao ar na sexta 14. Ao contrário de outras tramas do novelista, a atual não foi tão empolgante. Teve uma audiência oscilante (de 20 pontos, em 24/12, a 42, em 16/3) e sofreu um bombardeio de críticas à sua protagonista, Taís Araújo. Mesmo assim, Maneco, como é conhecido, parece satisfeito com o resultado. “Viver a Vida está com uma média em torno de 40 pontos. Não é possível dizer que essa é uma audiência oscilante”, rebate, aproveitando para “defender” também Taís. Confira!

Alinne Moraes chamou atenção do público como a Clara de Mulheres Apaixonadas. Agora, chega ao primeiro time em outra trama assinada pelo senhor… Concorda que ela foi o grande destaque da novela?
Alinne vem aprimorando seu talentoao longo dos anos. Como você mesma disse, ela já se estacava há sete anos. De lá para cá, interpretou papéis diversificados e foi desenvolvendo seu talento. Ela não “explodiu” agora. No seu último trabalho na TV, ela já chamava a atenção do público e da crítica na pele de uma psicopata (a Silvia, de Duas Caras). Eu e o Jayme (Monjardim, diretor-geral) decidimos entregar Luciana para Alinne, uma personagem cheia de nuances, reviravoltas e complexidades, exatamente por acreditarmos em seu potencial. Posso dizer que Alinne superou todas as expectativas. Ela foi irrepreensível.

O merchandising social da novela (superação) foi muito bem realizado. Na época de Laços de Família, aumentou o número de doações de medula óssea no país. Qual foi o saldo de Viver a Vida?
Eu já atingi meu objetivo, que é o de incentivar que o tema seja discutido pela sociedade. O pior preconceito contra os portadores de deficiência física é a desinformação. 

Manoel Carlos faz um balanço final de Viver a Vida

Para ele, Taís brilhou como a jovem Helena e a dupla Mateus e Alinne foi o grande destaque
Foto: Divulgação – Rede Globo

O Ministério Público se manifestou contra o fato de Klara Castanho (Rafaela) ser vilã. Isso atrapalhou a história?
De maneira nenhuma. Rafaela sempre foi uma menina teimosa, cheia de vontades, capaz de tudo para defender a mãe. Não mudamos nada no perfil nem na história da Rafaela. 

Viver a Vida teve uma audiência oscilante. Chegou a mudar algum detalhe na história para aumentar os índices de audiência?
Não mudo minhas histórias pela audiência. Viver a Vida está com uma média em torno de 40 pontos. Não é possível dizer que essa é uma audiência oscilante hoje em dia… 

A novela sofreu duras críticas, como ritmo lento e má utilização do elenco. Como o senhor as encarou?
É normal que uma novela receba críticas positivas e negativas. Mas o importante nisso tudo é o balanço positivo como resultado desse trabalho, que teve como fio condutor a superação sob diferentes óticas. Conseguimos reunir um elenco primoroso, que se dedicou integralmente à novela e superou expectativas. Abordei assuntos importantes e próximos à realidade das pessoas e, por isso, recebi o carinho do telespectador, que se identificou com diferentes personagens e tramas. Tive o prazer de escrever histórias que, além de me emocionar, mexeram com a sensibilidade do público e da equipe da novela. 

Quais foram os maiores acertos e erros da trama, em sua opinião?
O maior acerto foi trabalhar o tema da superação em todas as tramas. Eu me emocionei várias vezes escrevendo cenas para a relação entre Tereza (Lília Cabral) e Luciana, ou para Ingrid (Natália do Vale) e seus filhos. Se pudesse mudar algo, talvez tivesse explorado mais a questão da medicina paliativa, mas não deu tempo. 

Manoel Carlos faz um balanço final de Viver a Vida

Manoel Carlos considerou o trabalho de 
Bárbara Paz “fantástico”
Foto: Divulgação – Rede Globo

Alguém o surpreendeu positivamente?
Surpresa, não, porque eu já esperava grandes atuações de todos. Mas não posso deixar de citar a Taís Araújo, que segurou como uma leoa minha primeira Helena jovem. Não deve ter sido fácil recriar uma personagem que já está tão arraigada no imaginário do público. As minhas queridas Lília Cabral e Natália do Vale também foram impecáveis. Nanda Costa e Adriana Birolli foram duas grandes revelações. O desempenho fantástico de Bárbara Paz… E, claro, Mateus Solano fez um trabalho duplamente perfeito como os gêmeos, tão iguais e ao mesmo tempo tão opostos. E a Alinne, claro, que já mencionei.

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