Marcos Palmeira: “Cheias de Charme é a cara do novo Brasil!”

O ator adora interpretar o anti-herói Sandro da novela global das 7 que, para ele, está agradando por ser popular

Marcos Palmeira vive o cafajeste Sandro em “Cheias de Charme”
Foto: TV Globo/Divulgação

Galã de 15 novelas, Marcos Palmeira está dando o que falar no papel do folgado Sandro de Cheias de Charme, seu 16º folhetim na TV. De bigode e boné, o vascaíno largadão não pode nem ouvir a palavra trabalho. Mas vai ter que se virar nos 30 para continuar com a mulher, Penha, personagem de Taís Araújo.

Aos 48 anos, Marcos está à vontade no papel e até defende o malandrinho por ser “um cara legal”. Filho do diretor de cinema Zelito Viana e sobrinho do saudoso humorista Chico Anysio, aos 5 anos Marcos participou do filme Copacabana Me Engana (1968). Foi aí que tudo começou. E aos 20 anos ele se formava ator pela CAL (Casa de Arte de Laranjeiras), fazendo na sequência 30 filmes, além de diversos curtas e uma dezena de peças teatrais.

Como você define o Sandro?
Ele é um cara encostado, casou com uma mulher batalhadora e aproveita que ela trabalha pra ficar na boa vida. Não é de maldade, ele só se acomoda na situação. Apesar disso, é um excelente pai, cuida do filho muito bem.

Mas ele nem pensa em trabalhar, né?
O Sandro é pedreiro que só faz bicos de vez em quando, um cara ligado ao pagode, churrasquinho, só coisa boa! Mas já está rolando um megaconflito com a Penha, por causa dessa moleza dele.

O que acha deste texto se voltar para a nova classe média do Brasil por causa de suas conquistas econômicas?
Ótimo! Eu acho que a periferia passa a ser o centro da história e os ricos ficam em segundo plano. A novela mostra o momento que estamos vivendo no país, com uma classe ascendente, que começa a ter acesso a certos serviços e a se manifestar mais culturalmente. É uma abordagem bem pertinente … Cheias de Charme é a cara do novo Brasil! Deixa a estética burguesa para ser popular.

Seu personagem é fanático por futebol como você. Como foi a escolha do time dele?
Eu sou vascaíno, se tivesse alguma necessidade dramática de o Sandro ser flamenguista ou de outro time, eu seria numa boa, mas como não tinha, eu preferi trabalhar com o meu Vasco! Mas se quiserem que eu faça um flamenguista, eu posso fazer um mau-caráter, um cara ruim (risos)…

O que espera do público em relação ao Sandro?
É muito complicado desvendar a cabeça do telespectador. O personagem está no início ainda, estou criando aos poucos, descobrindo e vou esperar o retorno para seguir. Acho que ele é carismático e deve agradar.

E o que o Marcos emprestou ao Sandro?
Tudo! Meu corpo, minha alma, toda a dedicação… Mas o caráter e a personalidade são bem diferentes. As únicas coisas parecidas são que adoro um samba e um churrasco!