Mariana Becker fala da dificuldade de ser mulher no mundo do automobilismo

Há 10 anos trabalhando como jornalista no Mundial de Fórmula 1, ela ainda recebe cantadas, mas diz que muita coisa mudou.

Ser mulher em um ambiente predominantemente masculino ainda é muito difícil – infelizmente! Mas há quem quebre todas as barreiras e faça o cenário mudar. Cobrindo o ‘Mundial de Fórmula 1’ há 10 anos, a jornalista Mariana Becker passou por cima de tudo, impôs todo respeito que merece e fala de igual para igual com qualquer um. Em uma conversa franca com Serginho Groisman, no ‘Altas Horas’ de ontem (9), ela falou sobre isso.

Claro que a jornada não foi fácil. “Quando comecei, tinha bem menos mulheres fazendo reportagem no automobilismo. Comecei num ambiente sempre muito masculino – a editoria de esporte dentro de uma empresa de jornalismo era 95% formada por homens”, lembra.

O ambiente nunca foi receptivo e até hoje ela enfrenta alguma dificuldade: “Às vezes, o cara não presta atenção no que você diz, aí você tem de falar: ‘amigo, olha, eu sei do que eu estou falando’. Ou o cara te passa uma cantada no meio da conversa”, conta, mas afirma que atualmente isso acontece cada vez menos. Por favor, né?!

E ela ainda se diz bem feliz com a abertura desse mercado para as mulheres. “Hoje, graças a Deus tem muito mais mulheres na área. Eu digo graças a Deus, porque são espaços que têm de ser ocupados por gente que gosta e que sabe fazer, independentemente do sexo.”

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