Meghan Markle fala como é ser uma atriz birracial em Hollywood

Durante seus testes para personagens, ela era denominada como "etnicamente ambígua". Oi?

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A atriz Meghan Markle, estrela de Suits, se tornou centro das atenções da mídia assim que assumiu o namoro com o Príncipe Harry. Sorte que a atriz apoia diversas causas dignas e usa sua voz para defendê-las, incluindo os problemas que envolvem as questões raciais.

Meghan já havia escrito em seu site, o The Tig, sobre as experiências que ela e sua família viveram com o racismo, mas em recente entrevista à Allure explorou mais como seu histórico birracial (sua mãe é afro-americana e seu pai, caucasiano – natural da Europa Oriental) a influenciou em sua vida, desde a infância até seus testes em Hollywood.

Apesar de ter o sentimento de “pertencimento” dentro de sua família quando era criança, ela começou a questionar sua herança genética conforme foi envelhecendo, especificamente durante uma aula de estudos afro-americanos na Universidade Northwestern. “Aquela foi a primeira vez que consegui nomear o sentimento de me achar muito branca dentro da comunidade negra e muito ‘misturada’ na comunidade branca”.

Durante seus testes em Hollywood, ela também questionou sua etnia. “Para os castings, eu era rotulada como ‘etnicamente ambígua”, lembrou. “Não sabia se era latina, sefardita ou ‘caucasiana exótica”, comentou. “Eu não era negra o suficiente para os papéis negros e nem branca o bastante para os papéis de pessoas brancas, o que me deixou ‘no meio’, como um camaleão étnico que não conseguia um emprego”.

Decidindo se aceitar como uma mulher forte de raça mista e abraçando suas características físicas únicas, ela diz que um de seus maiores medos é ter suas sardas removidas em fotos. “Para todas as mulheres que têm sardas, vou compartilhar com vocês algo que meu pai me disse quando eu era mais nova: ‘um rosto sem sardas é como uma noite sem estrelas”.