Mel Fronckowiak declara: ‘’Fui rebelde e vou ser para sempre’’

Atriz está em fase de finalização da obra Inclassificável, mas revela que sente saudade dos amigos da novela

Mel Fronckowiak está lançando o livro de crônicas Inclassificável
Foto: Roberta Dittz/Divulgação

Quando saiu do palco do Chevrolett Hall, em Belo Horizonte, depois do último show da banda “Rebeldes”, no dia 4 de maio, Mel Fronckowiak deixou para trás mais do que as roupas, a maquiagem e a adolescência de Carla, sua personagem na novela da Record que deu origem ao grupo musical.

A atriz saiu da casa de espetáculos determinada a retomar um outro caminho, aquele que havia abandonado no passado para viver a experiência de ser uma das artistas mais amadas pelos jovens do Brasil: a de escritora.

Para quem não conhece Mel, a escolha pode surpreender. Mas ela garante ser apaixonada pelas palavras e acredita que este destino sempre esteve reservado para esta fase pós “Rebelde”.

“Neste momento, estou me encontrando ou tentando me encontrar, que é o que a gente faz a vida toda. Tenho brincado com as palavras, escrito bastante, e me encontrado muito nesse caminho. Eu costumo dizer que eu era aprendiz de cantora, de atriz e, como escritora, sou uma aluna mesmo”, revela Mel, que estudou jornalismo em Pelotas (RS), mas não concluiu.

Tamanha vontade de colocar no papel o que preenche seus pensamentos rendeu o livro de crônicas Inclassificável, que será lançado em junho pela Rubra editora.

“Tem uma linguagem poética, reflexões. Meus textos são difíceis de classificar, por isso o título da obra. Aprendi que os escritos e as coisas interiores não precisam de classificação. São textos sobre a minha experiência, do que eu vivi, e nesses anos com os rebeldes. Fala sobre a turnê, esse é o universo, eu escrevi estando lá, é genuíno porque eu vivi. Mas não fala da viagem especificamente, não tem o objetivo de ser narrativo. Tem a ver com meus olhares sobre tudo o que eu vivenciei, de estar no meio do grupo”, adianta a estrela com exclusividade à Contigo! Online.

Um livro no meio do caminho

“Meus textos para o Inclassificável nasceram dos momentos que a gente (Os Rebeldes: Mel, Micael Borges, Sophia Abrahão, Chay Suede, Arthur Aguiar e Lua Blanco) atravessava estradas e mais estradas escuras durante a madrugada e o sono nem sempre vinha, quando o ônibus estava adormecido e silencioso. Era também uma forma de gritar em silêncio. Quando eu escrevo é tão meu, sem filtro nenhum, sou só eu. Foi muita coragem ter decidido lançar esta obra. E na editora eu tenho muita liberdade para decidir. Está tudo sob meu domínio. É como se fosse um filho, e espero que as pessoas gostem.”

Jovens escritores

“Tenho mais de um milhão de crianças e adolescentes me seguindo no Twitter que são ávidos por informações. As pessoas tentam chegar nesse lugar da poesia até mesmo para me alcançar, por isso também lancei o concurso semanal de poesia no perfil Caçadora de Palavras (@cdepalavras) e o resultado é surpreendente. Isso também foi um grande incentivo para eu escrever mais. Além do que, Caçadora de Palavras é uma grande metáfora para o meu momento e aproveito para estimulando meus fãs.”

Interação com os fãs no Twitter

“Eles são incríveis. Nos últimos tempos tenho interagido menos porque estou escrevendo mais mesmo. Mas é muito legal esse carinho que eles têm e tento retribuir do meu jeito. Entro muito no Twitter para falar de palavra, de poesia. Acho que por eles serem crianças, adolescentes me sinto responsável por passar esse tipo de informação.

Que venham as críticas

“Eu acho que vai ser importante observar as críticas quando o livro for lançado. Sempre parto do princípio de que a pessoa que critica seu trabalho para o que está fazendo pra olhar o seu. Então, que venham as críticas. Elas vão servir para eu escrever o próximo. Eu não estou nem perto de parar. E o que me move mais é ver as pessoas começando a gostar de poesia.”

Influência veio de berço

“Minha mãe, Berenice Nunes, é psicóloga, meu pai, André Fronckowiak, é empresário e sempre fomos uma família muito efervescente na leitura. Minha mãe é muito leitora, meu pai escreve. Morei com tios que são professores universitários, minha avó era professora e cresci cercada de literatura. Fui assistir Meu Pé de Laranja Lima no cinema e me emocionei muito, pois lembrei de quando li o livro. A leitura é um ato solitário. Você entende que pode criar o seu mundo através da leitura. É muito mágico.”

Rebelde X literatura

“Não tenho preocupação em desvincular minha imagem de Rebelde, sim somar. Fui rebelde e vou ser para sempre. A gente só é o que é por causa do passado da gente. Adorei a experiência como atriz e ainda sou uma. Mas se as palavras derem certo e as portas estiverem abertas para mim, quero seguir nesse caminho. A gente percorre vários caminhos até achar o nosso.”

De Pelotas para o mundo

“Trabalhar como modelo foi uma oportunidade que apareceu na minha vida. Eu tinha vontade de desbravar outros horizontes e aí veio a chance de sair de Pelotas (RS) e ir para São Paulo depois de um concurso e eu fui. Eu dizia que estava modelo, não era. Não me enquadrava naquele lugar, mas achei muita gente interessante lá. É importante dizer isso porque há muito preconceito.”

Cinco amigos para toda a vida

“Levo a Sophia, o Chay, o Micael, o Arthur e a Lua comigo. No dia em que soubemos que seria o nosso último show, lá em Belo Horizonte, nós desabamos. A gente se fala muito. Fico feliz que estão seguindo seus caminhos. O que mais sinto falta é de me divertir com eles. Foi só por isso que a gente conseguiu passar por toda essa maratona.”

Dedicatórias especiais

“Na contra-capa do livro, tem aspas dos cinco. Pedi que todos escrevessem o que acham sobre essa minha invenção de escrever (risos). Cada um escreveu uma frase sobre o livro, ficou muito bonito. A gente vivia trocando escritas ao longo da turnê inteira. No próprio livro, escrevo muita coisa para alguns deles. O livro está pronto e sendo diagramado. Eu sonho com o momento de poder pegá-lo nas mãos.”

Medo de cair no esquecimento

“Lógico que tenho. A gente se acostumou com o reconhecimento, com o carinho do público, claro que dá medo de não ser mais famosa. Mas a vida segue. O carinho que a gente teve em Rebelde nunca mais teremos de novo.”

Tá namorando, Mel?

“(Risos) Estou feliz, estou ótima. É só o que eu tenho para falar. (Em tempo: Na quinta-feira (16), um jornal publicou uma nota dizendo que Mel está namorando Rodrigo Santoro. Nem Mel nem a mãe dela falaram sobre o assunto. Leia aqui).”

Com a palavra, Berenice Nunes, mãe de Mel Fronckowiak

“Eu vejo muito o livro como um resgate das coisas que ela deixou no meio do caminho, quando teve de sair da faculdade de jornalismo em Pelotas e ir para São Paulo, e deixou de escrever para o jornal local. Ela, de alguma forma, interrompeu o ciclo. O livro é muito legal, está muito pegado de sentimentos. São fragmentos de momentos que a banda viveu. Para as outras pessoas, tudo o que aconteceu teve uma leitura comum. Mas para ela não. Ela é muito sentimento. Em tudo o que faz, ela se entrega de corpo e alma. É legal ver que ela está conquistando as coisas dela, o caminho dela. A avó dela é professora e sempre teve um sonho de escrever um livro. Quando mostrei o da Mel, ela chorou e disse: ‘Ela está realizando um sonho que eu sempre tive’”.

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