Múrilo Benício: “Tudo em nome do trabalho!”

Murilo Benício enfrentou a família - botafoguense - para interpretar um craque do Flamengo em "Avenida Brasil"

Para viver o protagonista de “Avenida Brasil”, Murilo Benício precisou vestir a camisa do Flamengo e se ligar mais ao futebol
Foto: AgNews

Botafoguense convicto, Murilo Benício vestiu com vontade a camisa do Flamengo. Tamanha traição teve um bom motivo: Jorge Tufão, o protagonista de “Avenida Brasil“. Na novela, o personagem é o artilheiro do rubro-negro carioca, que, na segunda parte da história, ainda vira incentivador do Divino Futebol Clube, time onde começou sua carreira.

“Pois é, pois é… (risos)! A minha família quis me matar…”, assume o galã niteroiense de 39 anos. “Não tenho problema em vestir a camisa do Flamengo. Tudo em nome do trabalho!”, completa.

Em “Avenida Brasil”, Tufão era apaixonado por Monalisa (Heloísa Périssé), mas se viu obrigado a ficar com Carminha (Adriana Esteves) por sentir-se culpado por ter atropelado Genésio (Tony Ramos), então marido da picareta. E mesmo tendo vencido na vida, ele nunca abriu mão de sua origem humilde. “Tufão construiu uma mansão e tem orgulho disso. Ele quer dar o máximo de conforto para a família, mas sem abrir mão de seus valores”, detalha Murilo.

Como é interpretar um craque da bola?
Muita gente pensa que Tufão só está ligado ao futebol. Os primeiros capítulos da novela foram, na verdade, os últimos jogos dele. Era como se fosse o Romário, lá pelos 40 anos de idade, encerrando a carreira. A partir daí entraram detalhes mais interessantes, como o envolvimento com a Carminha, o rompimento com a Monalisa, a relação com a família… Esse, sim, é o verdadeiro universo do Tufão!

Ele carrega algum sofrimento com o fim da carreira?
Não. Ele está tão envolvido com outras coisas que não tem tempo para pensar nisso. A novela do João Emanuel Carneiro corre muito rápida. Toda semana ele revela segredos que a gente acha que vai guardar até o fim da trama. É tudo muito rápido! Com isso, Tufão não tem tempo para sofrer com futebol.

Não existe mais nenhum outro sentimento, além da culpa, no envolvimento dele com a Carminha?
Até onde sei, nenhum. Ele tem total sentimento de culpa e é isso que o faz ficar com ela. Ele até passou a se interessar por ela, até porque Carminha é uma mulher muito bonita, inteira, gostosona, um espetáculo (risos)! Mas, até então, é por culpa mesmo.
 
Como é a relação dele com o Jorginho?
Jorginho (Cauã Reymond) é um filho que ele não teve, mas por quem nutre um amor muito grande.

Está curtindo atuar com a Adriana Esteves?
Adriana é minha amiga há 20 anos. É uma atriz maravilhosa, então, fiquei realmente muito feliz de contracenar com ela. Nunca havíamos feito nada juntos, esta é a primeira vez. Estou muito feliz!  

“Avenida Brasil” o fez gostar mais de futebol?
Sempre fui ligado a futebol, mas agora fiquei um pouco mais! Futebol já nasce com o brasileiro, está na nossa cultura. É muito difícil alguém não gostar.

Para um botafoguense convicto, como foi vestir a camisa do Flamengo? Não deve ter sido fácil…
Pois é, pois é (risos)! A minha família quis me matar, mas acho que isso é um bom exemplo, já que estamos vivendo uma época tão esquisita de torcida que bate uma na outra, algo tão imbecil, tão sem propósito! Acho que nada mais bacana do que eu, sendo botafoguense, estar honrando a camisa do Flamengo, que tem mérito para isso! Não tenho o menor problema em vestir a camisa do time.

O que seus filhos estão achando de ter o pai como um dos principais craques do Flamengo?
Meu filho mais velho (Antônio) não está nem aí! (risos). O negócio dele é pegar onda e andar de skate. Já o mais novo (Pietro) é flamenguista, então, ele está adorando! Está amando! Então, está tudo certo.

Como você define o Tufão?
Pra mim ele é o Zeca Pagodinho. Um cara simples, que fez muito sucesso na profissão e que quer continuar a viver uma vida comum. Só quer ser feliz!