Natalie Portman faz discurso incrível sobre como empoderar outras mulheres

No evento Power of Women, a atriz usou seu momento de fala para discutir sobre assédio, igualdade salarial e sororidade.

Na última sexta-feira (12), a atriz Natalie Portman participou da décima edição do Power of Women: Los Angeles, promovido pela revista Variety, um evento que homenageia mulheres importantes, principalmente na área do entretenimento, que tenham sido nomes notáveis em instituições de caridade, ativismo e outras organizações filantrópicas por suas contribuições.

No começo de seu discurso de agradecimento, Natalie diz como está honrada por dividir o mérito de ser exaltada junto com Tiffany Haddish, Regina King, Lena Waithe e Emma González.

Em especial para a última citada, Portman fez uma ressalva. Emma é uma ativista estadunidense que defende o desarmamento nos Estados Unidos, em particular por ser uma sobrevivente do massacre na Stoneman Douglas High School, que aconteceu em fevereiro deste ano.

“A sua coragem com a idade que você tem, depois de um evento tão traumático, com o que você tem feito, tem dado a mim e a todos a esperança para um futuro de que um dia eu poderei deixar meu filho na escola sem imaginar que ele viverá um pesadelo como você e tantos outros jovens viveram neste país, então, muito obrigada!”, afirmou a atriz. 

Em seguida, Natalie contou como integrou o movimento Time’s Up, criado em fevereiro deste ano, por celebridades hollywoodianas, para combater aos casos de assédio sexual que vieram à tona após a divulgação das inúmeras denúncias contra o produtor Harvey Weinstein, e apontou uma questão importante sobre o assunto: o ato de deslegitimar a vítima.

“Eu ouvi histórias sobre Harvey como todo mundo ouviu, mas fiquei aterrorizada ao entender a extensão do seu abuso, no entanto, a parte da história que eu nunca havia levado em conta é a quantidade de mulheres que foram tiradas a força da nossa indústria por causa do comportamento retaliatório dele”, explicou.

Portman foi ainda mais clara citando o que muitas figuras femininas já passaram ao denunciarem casos de assédio: seus argumentos são julgados como inválidos porque elas dadas como loucas ou difíceis de trabalhar/lidar.

Além de falar sobre como figuras como Harvey não são punidas mesmo com tantas provas, a atriz não parou de colocar o dedo na ferida. Ela questionou, em alto e bom som, o porquê de mulheres dividirem a mesma quantidade de cadeiras em universidades e, às vezes, até mais, mas não serem donas dos cargos mais altos. “Fico me perguntando por que na nossa indústria, mulheres estão se formando 50/50 nas escolas de cinema e apenas 11% dos 250 melhores filmes do ano passado foram dirigidos por elas”, indagou.

Prestes a ir para a última parte do seu discurso, Natalie foi direta sobre a importância da diversidade: “Se no grupo que você faz parte, você só vê pessoas que se parecem com você, que pensam como você e vêem o mundo como você, mude de grupo. Sinta-se envergonhado se todos do seu local de trabalho se parecem com você”.

Por fim, a atriz desafiou as mulheres daquela sala a apoiarem umas as outras, sendo o incentivo que cada uma precisa para ser bem sucedida – independente do que isso signifique viu, mana?

“Quanto mais amor você der, mais amor você terá e o mesmo pode ser dito sobre o fogo. Quando você ilumina a tocha de alguém, a sua não se apaga. Você apenas ganha mais luz e mais calor”, discursou. Sororidade que chama né, amiga? ❤