Nathalia Dill: ‘Acredito em amor à primeira vista. O difícil é ele durar!”

A protagonista de Alto Astral fala sobre carreira, amor, sucesso e espiritualidade

Linda, inteligente, corajosa, apaixonada… Assim é Laura, personagem de Nathalia Dill em Alto Astral, novela global das 7, que vem encantando o público. A atriz, de 28 anos, admira especialmente a força da jornalista, que batalha para descobrir o passado obscuro envolvendo a mãe.

Esta não é a primeira vez que Nathalia faz um papel forte. Ela começou na Globo vivendo a vilã Débora de Malhação (de 2007 a 2009). E estrelou três novelas com pegada espiritualista: Paraíso (2009), Escrito nas Estrelas (2010) e Joia Rara (2013). E agora Alto Astral a envolve totalmente.

A artista assegura estar solteira, e continua negando qualquer envolvimento com Sergio Guizé, seu par romântico na novela. E mais: diz que só quer saber da carreira no momento. A seguir, nossa conversa com a estrela!

Um mês após a estreia de Alto Astral, como define a Laura?
Ela é uma mocinha com firmeza. Muito legal, contundente, jornalista, né?! A Raquel Fabbri, que faz a Bia, minha irmã na trama, se formou em jornalismo. Fizemos um bate-bola muito proveitoso.

E você fez faculdade?
Sim, cursei direção teatral, do mesmo departamento de jornalismo e rádio e TV, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Então, tenho uma bagagem interessante.

Voltando a Laura, quais as melhores virtudes dessa mocinha contemporânea?
Ela é legal e não tem nada de bobinha, chatinha… As pessoas caem nesse lugar comum de achar que o mal é bacana, subversivo e engraçado. Só que os personagens bons têm valores bonitos e fortes. A Laura é boa e verdadeira. E disso vem sua força imensa.

Como foi incorporando a personagem?
Lendo o texto e conversando com o diretor Jorge Fernando. A gente também vai descobrindo o jeitinho de cada tipo quando coloca o figurino, conversa com outros personagens… Aos pouquinhos, fui me encontrando no papel.

Laura aceita se casar com Marcos (/)

Quando descobriu que seria a protagonista da novela?
Eu estava no meio de Joia Rara (2013) e fiquei muito feliz. Tinha trabalhado em três projetos seguidos com a Amora Mautner (diretora de Núcleo), por quem sou apaixonada. Mas também me senti alegre em ir para o núcleo do Jorginho. Esta é uma novela bem diferente das que já fiz, como Joia Rara e Avenida Brasil (2012). É mais leve, cômica, e fiquei bem curiosa.

Desde o início da trama, a Laura se sente dividida entre dois irmãos. Como vê a situação?
É a razão brigando com a emoção. Acho que todo ser humano pode viver isso o tempo todo. O Marcos (Thiago Lacerda) é o cara da razão, que oferece carinho, conforto, parceria (a personagem não sabe que ele é do mal)… Já o Caíque é o túnel escuro que você não sabe quando, como e por quê… É a emoção, né?!

Já viveu algo parecido? Vai na razão ou na emoção?
Não vivi nada parecido. Mas acho que prefiro seguir pelo coração, a emoção… O que a gente sente sem racionalizar é algo mais forte!

Acredita que alguém pode se apaixonar no primeiro encontro, como aconteceu com a Laura e o Caíque?
Acredito em amor à primeira vista. O difícil é ele durar, né?! Só se for um encontro de verdade. Nessa coisa de à primeira vista você se baseia muito no lado exterior, físico… E penso que só quando se convive com alguém, se conhece o lado de dentro, há o amor mesmo.

Empresta alguma característica pessoal para sua heroína?
Ela é ética e procura a verdade. Com isso é uma pessoa muito correta com os próprios sentimentos e vontades e é isso que busco para mim. Tento ser verdadeira com os outros e comigo mesma.

A Laura é jornalista. Como é sua relação com a imprensa?
Você quer saber mesmo sobre isso?! Ah, é difícil, bem complicado. A gente pode ficar quase três horas falando disso, porque tem imprensa e imprensa, né?! (Foi noticiado recentemente por sites, jornais e revistas que Nathalia, recém-separada do marido, o cineasta Caio Soh, estaria tendo um romance com Sergio Guizé). 

Mas você está namorando o Guizé ou não?
Ai, gente! Estou solteira, trabalhando bastante e com muito alto-astral.

TV Globo/Divulgação TV Globo/Divulgação

TV Globo/Divulgação (/)

Gostou do seu novo visual?
O mais difícil foi me adaptar com a franja. É uma coisa complicada, as mulheres sabem disso. E gostei muito do tom mais claro do cabelo.

O que faz para cuidar?
Mantenho sempre hidratado e só. O que eu acho mais legal da novela é que eles pediram para a Laura ter um look simples. Ela é espontânea, leve e não pode parecer que ficou se arrumando três horas antes de sair de casa. E o mais legal é que não uso nada quente para moldar os fios do cabelo, é tudo amassado na mão. Não passo babyliss ou secador. Fica natural e não agride.

Você já teve alguma experiência mística?
Olha, acredito em tudo, mas nunca tive nenhuma experiência. Já fui a centro espírita, igreja… Acho que todas as crenças se complementam… Eu medito em casa, acho que é outra vertente.

TV Globo/Divulgação TV Globo/Divulgação

TV Globo/Divulgação (/)

Não lhe parece coincidência demais você ser escalada para tantas novelas com tramas espiritualizadas?
Engraçado… não sei se isso é obra do acaso… Mas acho bonito. Paraíso (na qual ela viveu Maria Rita, a Santinha) era uma novela bastante religiosa. A mãe da minha personagem, interpretada pela Cássia Kis Magro, era uma beata e tinha a crença de que a menina era santa. E, em Escrito nas Estrelas, a personagem Viviane sentia a presença de um espírito, algo muito interessante. E Joia Rara tinha todo o universo budista. Acho que foi minha sina até agora (risos).

Além desta novela, está levando algum outro projeto?
Vou fazer um filme com a Fátima Toledo. É sobre a história da Escola Base, um fato verídico ocorrido em São Paulo em 1994 (proprietários e funcionários do colégio foram acusados injustamente de abuso sexual de crianças). Será em maio, quando a novela acabar.