O papel hippie de José Mayer

Prestes a completar 60 anos, o ator de A Favorita fala de Augusto César e do modo de viver do personagem

Em A Favorita, Augusto César 
acredita que sua mulher foi 
abduzida por extraterrestres
Foto: Rogerio Pallata

Ele já viveu uma série de galãs, tem fama de ser o grande pegador das novelas e as mulheres mais lindas do Brasil já passaram pelos braços de seus personagens. Pois agora, em A Favorita, José Mayer é o oposto do gatão de meia-idade pelo qual as mulheres suspiram. O seu Augusto César é de uma fidelidade surpreendente à mulher que o abandonou há 15 anos, mas que ele acredita ter sido abduzida por extraterrestres. “Não vou pegar ninguém. Eu fui pego!”, diz, brincando, o ator sobre Augusto, que, após muita insistência, acabou sucumbindo aos encantos de Maíra, a jornalista interpretada por Juliana Paes. Longe das câmeras, Zé Mayer é engraçado, simpático e falante. No entanto, como todo bom mineiro, também sabe ser reservado, especialmente quando o assunto é vida pessoal. Ele é casado com a atriz Vera Fajardo há 33 anos, com quem tem uma filha, Júlia, de 24, que é atriz.

Este será um ano de grandes comemorações para o ator: em outubro ele completa 60 anos de idade e 40 de profissão. Nesta entrevista, Zé Mayer fala desse momento tão especial, de seu personagem e conta um pouco sobre seu estilo. E bota estilo nisso!

tititi – O que você acha do Augusto César?
José Mayer – É um personagem que tem muitos ingredientes interessantes, leva uma vida natureba, é romântico, delirante, místico. Está sendo mesmo bastante divertido interpretá-lo.

Você fez algum laboratório para compor o tipo?
Freqüentei algumas reuniões com ufólogos e tomei contato com a ioga. Hoje em dia, com a internet, a pesquisa é bem mais fácil.

O que teve de mudar em seu visual para se tornar um bicho-grilo tão convincente?
O melhor é dizer o que eu não fiz, o que deixei de fazer! Por exemplo, deixei de ir ao cabeleireiro. Meu cabelo está horrível! (gargalhadas). E essas mechas brancas fazem parte de um velho truque, são luzes ao contrário (risos).

E o figurino meio hippie?
Eu gostei muito da concepção de figurino, não ficou nada forçado. A novela busca esse realismo e a composição do personagem obedece um pouco essa visão realista. No geral, o visual do Augusto César não é extravagante.

Ele era um músico de sucesso no passado. E você? Canta ou toca algum instrumento?
O personagem foi vocalista de uma banda de rock. Eu toco teclado, dá pra tirar um sonzinho. E, se precisar, eu canto.

De que tipo de música você gosta?
Sou meio apaixonado pelo rock primitivo, gosto muito de John Lennon, Jimi Hendrix, Joe Cocker. Sou desses roqueiros jurássicos que fazem um som um pouco sujo.

Já teve alguma experiência com Ovnis?
Não e suplico para ter. Ouvi depoimentos de gente que já viu, inclusive aqui no Brasil. E são pessoas sérias, normais. Porém sou um cético, só acredito vendo.

Nas suas pesquisas você viu algo que comprove os contatos com extraterrestres?
Nos meus encontros com os ufólogos tomei contato com documentos e materiais que me deixaram realmente intrigado. E sei que há um movimento solicitando à Nasa que libere as informações que ela possui. Acredito que, inevitavelmente, em algum momento isso vai vir à tona. Mas só acredito vendo!

Você faz 60 anos no dia 3 de outubro. Como está encarando a data?
Não sinto a vida demarcada por momentos mágicos ou crises específicas. Eu vou levando a vida enquanto ela é prazerosa e interessante. Neste ano eu completo datas redondas: em outubro faço 60 anos de idade e 40 de profissão. Eu estreei em teatro em outubro de 1968, este sim, um ano mágico, na peça Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come. Por enquanto eu continuo correndo e o bicho ainda não me comeu (gargalhadas).

Como vai festejar?
Eu fujo um pouco de festas e comemorações. A alegria de estar vivo, ativo, saudável e na profissão que eu amo, já é uma festa anual para mim.

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